Uma mulher suspeita de furtar cerca de R$ 1.600 de um idoso foi espancada e mantida em cárcere privado na Vila Washington Feitosa, zona Sudeste de Teresina, no último sábado (28). Ela foi resgatada pela Polícia Militar e encaminhada à Central de Flagrantes.

De acordo com o comandante do Comando de Policiamento Metropolitano (CPM) da Polícia Militar, coronel Pitombeira, a ocorrência teve início após uma vizinha perceber uma movimentação suspeita por meio de câmeras de segurança.

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“Uma vizinha, com seu sistema de vigilância de câmeras externas, viu uma mulher sendo conduzida por várias pessoas para dentro de uma casa e acionou a polícia. Ela estava sendo mantida em cárcere dentro dessa casa, inicialmente sem saber qual o objetivo”, relatou. 

Ao chegar ao endereço indicado, os policiais encontraram a mulher no quintal da residência. Segundo a PM, não foi possível identificar as pessoas que a teriam levado até o local. O coronel destacou ainda que a suspeita já possui antecedentes criminais.

“A Polícia Militar foi acionada. Chegando ao local, realmente ela estava lá no quintal. Não foi possível identificar quem tinha sido as pessoas que a conduziram, mas o fato é que essa mulher já tem uma passagem pelo sistema prisional. Ela responde pelo crime de homicídio, no qual saiu com um idoso, foi para um motel e lá matou o idoso e subtraiu os pertences e valores dele. E agora, novamente, ela teve essa mesma prática: teria furtado o valor de R$ 1.600 de um idoso. As pessoas, os familiares e os vizinhos, sabendo dessa história, pegaram ela e a levaram para essa residência para que então devolvesse o dinheiro, e foi na hora que a Polícia Militar chegou”, explicou.

Segundo o comandante, a suspeita afirmou que não estava mais com o dinheiro.

“A mesma estava dizendo que foi pressionada em relação ao dinheiro. O dinheiro ela não tinha mais, segundo ela, já teria gasto com drogas e bebidas. Ela foi conduzida até a Central de Flagrantes e foi apresentada para que se responsabilizasse por isso”, acrescentou. 

A mulher foi autuada por furto. Nenhum dos supostos agressores foi preso até o momento. Ainda conforme a polícia, quando a equipe chegou ao local havia aglomeração de pessoas do lado de fora da casa, mas não havia agressão em andamento naquele momento.

A Polícia Civil deve instaurar inquérito para apurar as circunstâncias do espancamento e do cárcere privado