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A quarta ponte sobre o Rio Parnaíba, que deverá ligar Teresina (PI) a Timon (MA), terá quatro pistas de rolamento e a previsão é de que seja construída na região Sul da capital piauiense, nas proximidades da Ponte Nova. A definição faz parte dos estudos técnicos que começam a ser desenvolvidos após a assinatura do contrato para elaboração do projeto da estrutura.
Em Teresina, o principal acesso previsto para a nova ponte será pela Avenida Gil Martins. Já no lado maranhense, a ligação deverá ocorrer pela Avenida Benedito Ferreira Campos, em Timon.
Segundo o engenheiro Pedro Wellington Gonçalves, responsável pelo projeto, a escolha da região está relacionada principalmente à capacidade das vias de acesso dos dois municípios. A intenção é facilitar a chegada dos veículos à ponte e, ao mesmo tempo, evitar que o novo equipamento concentre ainda mais o trânsito na região central de Teresina.
Apesar de ficar mais distante do Centro, a localização na zona Sul permitiria uma distribuição mais eficiente do fluxo de veículos entre as duas cidades.
Nova ponte terá maior capacidade para o tráfego
Atualmente, Teresina e Timon são conectadas por três pontes. A Ponte Nova e a Ponte da Amizade possuem duas pistas, enquanto a Ponte Metálica conta com uma faixa de circulação reversível.
A proposta de construir uma quarta ponte com quatro pistas busca ampliar a capacidade de tráfego e oferecer uma alternativa em situações de acidentes ou interdições.
De acordo com Pedro Wellington, uma estrutura com apenas uma faixa de circulação pode provocar grandes impactos no trânsito quando ocorre algum acidente. Com mais pistas disponíveis, será possível administrar melhor eventuais ocorrências e reduzir os efeitos sobre a mobilidade entre os dois municípios.
Estudos devem começar nos próximos 60 dias
A próxima etapa do projeto será a realização de estudos preliminares, incluindo levantamentos topográficos e sondagens do terreno e do Rio Parnaíba. A previsão é de que esses trabalhos sejam iniciados dentro dos próximos 60 dias.
Após a conclusão dos levantamentos, a equipe técnica deverá elaborar o anteprojeto, que será apresentado às prefeituras de Teresina e Timon. Com a aprovação, o projeto básico poderá ser finalizado e encaminhado para viabilizar a busca por recursos junto ao Governo Federal.
O contrato firmado entre os municípios tem prazo de dez meses, mas a expectativa das administrações municipais é antecipar a conclusão para que o projeto possa ser apresentado ainda no final deste ano às bancadas federais do Piauí e do Maranhão.
Investimento pode chegar a R$ 300 milhões
O projeto da nova ponte foi contratado inicialmente com recursos próprios da Prefeitura de Timon. O investimento estimado para a construção da estrutura é de aproximadamente R$ 300 milhões.
A intenção dos gestores municipais é buscar a inclusão dos recursos necessários para a execução da obra no orçamento federal de 2027.
O prefeito de Timon, Rafael Brito, explicou que a contratação do projeto representa uma etapa fundamental para que os municípios possam buscar os recursos necessários à construção.
Segundo ele, a iniciativa surgiu diante da demanda crescente por uma nova ligação entre as duas cidades e da necessidade de melhorar a mobilidade da população que diariamente atravessa o Rio Parnaíba.
Localização ainda passa por estudos
Embora a região Sul seja apontada atualmente como a área mais provável para receber a quarta ponte, o local definitivo ainda depende da conclusão dos estudos técnicos.
Durante a solenidade de assinatura do contrato, o prefeito de Teresina, Silvio Mendes, havia defendido outra possibilidade: a construção da estrutura nas proximidades da Ponte Metálica.
A sugestão levou em consideração a proximidade com o Centro de Teresina e a possibilidade de integração com o corredor de transporte público que deverá atender passageiros vindos de Timon.
A definição final, no entanto, deverá levar em conta fatores técnicos, como o fluxo de veículos, as condições do terreno, a capacidade das vias de acesso e a viabilidade da obra nos dois municípios.
O projeto está sendo desenvolvido pelo engenheiro Pedro Wellington Gonçalves do Nascimento Teixeira, professor da Universidade de São Paulo (USP) e especialista em estruturas de pontes. O estudo considera o fluxo de veículos entre Teresina e Timon e as necessidades de mobilidade das duas cidades.
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