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A Polícia Civil avançou nas investigações contra um grupo suspeito de operar um esquema interestadual de rifas ilegais que movimentou aproximadamente R$ 11,5 milhões. A apuração resultou no cumprimento de mandados de busca e apreensão, sendo 16 deles em Teresina, além do bloqueio de ativos financeiros e do sequestro de bens.
De acordo com a investigação, o inquérito policial foi instaurado a partir de um Relatório Circunstanciado de Investigação elaborado pela Polícia Civil de Minas Gerais, que identificou indícios da existência de uma organização criminosa estruturada, com divisão de funções, recrutamento de vendedores e utilização de pessoas físicas e jurídicas para ocultar recursos obtidos por meio das atividades ilícitas.
As investigações apontam que o grupo promovia a comercialização irregular de bilhetes numerados e manipulava os resultados dos sorteios por meio do controle das chamadas "sobras" de bilhetes não comercializados. As rifas eram divulgadas principalmente por plataformas digitais.
Os investigadores também identificaram relatos de ameaças e intimidações contra apostadores que reivindicavam prêmios supostamente conquistados nos sorteios promovidos pelo grupo.
Durante a apuração, Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs), produzidos a partir de comunicações encaminhadas ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), apontaram movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada pelos investigados. Segundo a polícia, foram identificadas operações atípicas que somam cerca de R$ 11.543.000, além de indícios de fracionamento de valores e incompatibilidade patrimonial.
Com base nos elementos reunidos, a autoridade policial solicitou à Justiça o bloqueio de ativos financeiros e o sequestro de bens móveis avaliados em aproximadamente R$ 1,1 milhão.
Segundo o diretor do Departamento Estadual de Operações Policiais (DEOP), delegado Tales Gomes, a investigação evidencia a atuação de uma organização criminosa com ramificações em diversos estados e reforça a importância da integração entre as forças de segurança para combater crimes financeiros de grande impacto.
A operação contou com o apoio do Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE) da Polícia Civil do Piauí.
Publicado por:
Kleyson moura
Kleyson Moura é diretor de redação do portal Querido Piauí, especializado em notícias regionais do Piauí, com foco em Teresina, Picos e Floriano. Possui formação em gestão de recursos humanos, negócios imobiliários, estratégia de vendas e jornalismo...
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