A primeira-dama Janja Lula da Silva participou, nesta quinta-feira (30), em Teresina, do lançamento do Pacto Brasil Contra o Feminicídio, iniciativa do Governo Federal que reúne ações voltadas à prevenção da violência letal contra mulheres. O evento contou com a presença de autoridades federais, estaduais e representantes de instituições públicas envolvidas na proteção dos direitos das mulheres.

Durante o discurso, Janja fez um pronunciamento emocionado ao falar sobre o impacto do feminicídio no país. Ela afirmou desejar um Brasil em que os nomes das mulheres sejam lembrados por suas conquistas e histórias de vida, e não por serem vítimas da violência. A primeira-dama também relembrou o caso da universitária Janaina da Silva Bezerra, assassinada em Teresina em 2023, apontando o episódio como um dos exemplos da necessidade de fortalecer políticas públicas de proteção às mulheres.

Segundo Janja, o enfrentamento ao feminicídio exige mudanças culturais profundas, além da participação conjunta do poder público e da sociedade. Ela destacou que o combate à misoginia, ao machismo e às diversas formas de violência de gênero deve ser prioridade permanente nas políticas governamentais.

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O Piauí aderiu ao Pacto Contra o Feminicídio em 2025 e, de acordo com dados apresentados durante a solenidade, registrou redução de 66,67% nos casos de feminicídio entre janeiro e maio deste ano, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Apesar da queda nas mortes, as autoridades alertaram para o crescimento das tentativas de feminicídio, que aumentaram cerca de 90%, passando de 20 para 38 registros no mesmo intervalo. A capital Teresina concentra o maior número dessas ocorrências.

A estratégia nacional apresentada está estruturada em três eixos principais. O primeiro é voltado à prevenção primária, com ações de educação, conscientização e promoção da igualdade de gênero para evitar que a violência aconteça. O segundo busca identificar situações de risco de forma antecipada, fortalecendo a atuação integrada das redes de saúde, assistência social e segurança pública. Já o terceiro eixo prevê acolhimento às vítimas, garantia de acesso à Justiça, proteção e reparação de direitos para mulheres e familiares.

Durante o lançamento, autoridades destacaram que o pacto representa uma atuação conjunta entre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário para ampliar a rede de proteção às mulheres e reduzir os índices de violência de gênero no país. A expectativa é que a iniciativa fortaleça políticas públicas, incentive ações preventivas e amplie o atendimento às vítimas em todo o território nacional.

FONTE/CRÉDITOS: Portal o dia de comunicação