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O cenário político para as eleições de 2026 no Piauí ganhou um novo desdobramento com o anúncio da aliança entre os partidos Avante e Novo. O acordo foi confirmado pelo vice-presidente estadual do Avante, Antônio José Lira, que apresentou a composição da chapa majoritária e destacou os próximos passos para oficialização da união entre as duas legendas.
Pela composição definida, Elizeu Aguiar será o candidato ao Governo do Estado, tendo Ismar Marques como candidato a vice-governador. Na disputa pelas duas vagas ao Senado Federal, a coligação contará com os nomes de Antônio José Lira, representando o Avante, e Antônio Barros, pelo Novo.
A formalização da aliança ainda depende de trâmites internos das duas siglas. O Novo deverá realizar adequações na ata aprovada durante sua convenção partidária mais recente. Já o Avante convocou uma nova convenção para o próximo dia 5 de agosto, quando pretende homologar oficialmente a aliança e confirmar seus candidatos, após mudanças na direção estadual do partido.
O anúncio acontece em meio a uma disputa interna pelo comando do Avante no Piauí. Antônio José Lira afirmou que o conflito não seria diretamente com Gustavo Henrique, que presidia a comissão provisória da legenda, mas com outro grupo político que, segundo ele, estaria por trás das divergências internas.
Além da chapa majoritária, Lira informou que trabalha para consolidar a nominata de candidatos à Câmara dos Deputados. O objetivo é construir uma chapa proporcional competitiva, reunindo pré-candidatos e buscando fortalecer a representação do partido nas eleições federais.
Durante entrevista, o dirigente também destacou que pretende percorrer todas as regiões do estado para fortalecer sua candidatura ao Senado. Segundo ele, a estratégia será conquistar o chamado "segundo voto", já que nas eleições de 2026 os eleitores piauienses poderão escolher dois senadores.
Antônio José Lira também contestou a validade da convenção organizada pelo grupo de Gustavo Henrique. De acordo com o dirigente, o ex-presidente estadual do Avante não teria mais acesso aos sistemas oficiais utilizados para encaminhar as decisões partidárias à Justiça Eleitoral, o que, em sua avaliação, inviabilizaria o reconhecimento da convenção.
Por outro lado, Gustavo Henrique rebateu as declarações e afirmou que a comissão presidida por ele continua válida. O dirigente garantiu que a convenção promovida por seu grupo possui respaldo jurídico e sinalizou que poderá recorrer à Justiça para manter o controle da legenda no estado.
Com o impasse, a disputa pelo comando estadual do Avante deverá ser analisada pela direção nacional do partido e, se necessário, pela Justiça Eleitoral. Enquanto isso, o grupo liderado por Antônio José Lira mantém a expectativa de realizar a convenção marcada para 5 de agosto, oficializando a aliança com o Novo e a chapa que disputará as eleições de 2026 no Piauí.
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