As 224 prefeituras do Piauí receberam, nesta quinta-feira (30), o terceiro e último repasse do mês de julho do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). De acordo com dados da Confederação Nacional de Municípios (CNM), o valor destinado às administrações municipais piauienses totaliza R$ 134.699.138,50, reforçando o caixa das cidades para a manutenção de serviços essenciais e investimentos em diferentes áreas.

O FPM é uma das principais fontes de receita para grande parte dos municípios brasileiros, especialmente aqueles com menor capacidade de arrecadação própria. Os recursos são utilizados para financiar ações nas áreas de saúde, educação, assistência social, infraestrutura, cultura, limpeza urbana e outras políticas públicas voltadas à população.

Segundo a CNM, o terceiro decêndio do FPM é calculado com base na arrecadação federal registrada entre os dias 11 e 20 do mês. Tradicionalmente, esse repasse representa cerca de 30% do valor total distribuído aos municípios durante o mês de julho.

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Entre as cidades piauienses, Teresina recebeu a maior parcela dos recursos, totalizando R$ 27.500.870,04. Na sequência aparecem Parnaíba, com R$ 4.028.073,57; Picos, com R$ 1.659.457,96; e os municípios de Floriano e Piripiri, que receberam R$ 1.422.392,53 cada.

No cenário nacional, o terceiro repasse de julho alcançou R$ 5,15 bilhões, já descontada a retenção destinada ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Considerando os valores brutos, incluindo a parcela destinada ao Fundeb, o montante distribuído aos municípios brasileiros chegou a R$ 6,43 bilhões.

A CNM também informou que, no acumulado de 2026, o FPM apresenta crescimento nominal de 7,86% em comparação com o mesmo período de 2025. O percentual considera ainda o repasse adicional de 1% realizado no mês de julho, representando um incremento superior a R$ 10,7 bilhões. Descontada a inflação, o crescimento real acumulado é de 3,35%.

Apesar do desempenho positivo ao longo do ano, a Confederação Nacional de Municípios orienta os prefeitos a manterem cautela na gestão dos recursos. A entidade destaca que o segundo semestre costuma registrar redução nos repasses em razão da sazonalidade da arrecadação federal, além das oscilações da economia. Outro fator apontado é o período eleitoral, que exige planejamento e maior rigor no controle dos gastos públicos para garantir o equilíbrio financeiro das administrações municipais.

FONTE/CRÉDITOS: Portal o dia de comunicação