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As duas motocicletas usadas no ataque a tiros que matou o radialista e servidor público Gilberto Veras e outro homem em Luís Correia, no litoral do Piauí, foram apreendidas pelas polícias Civil e Militar na noite de sexta-feira (4). A informação foi confirmada pelo delegado João Filipe Leite, responsável pela investigação.
O crime foi registrado na manhã da quinta-feira (3).
Ao g1, o delegado informou que as motocicletas foram encontradas na casa de um dos dois suspeitos já identificados, em Parnaíba, também no litoral do estado. Segundo ele, os suspeitos são primos e um deles tem 15 anos. Nenhum dos dois foi encontrado no imóvel.
Além dos dois primos, a Polícia Civil procura identificar outros dois suspeitos de participação no duplo homicídio.
“As duas motos utilizadas no crime foram localizadas e apreendidas na casa de um dos suspeitos, em Parnaíba. No entanto, ele e os comparsas não estavam no local. Em relação aos outros, existem suspeitas, mas ainda precisamos corroborar”, explicou o delegado.
Segundo o delegado, os suspeitos fazem parte de uma facção criminosa que atua no litoral do Piauí. O ataque a tiros aconteceu próximo a um ponto de venda de drogas que possui ligação com um grupo criminoso rival. De acordo com a investigação, o homem conhecido pelo apelido “Esqueleto” era o alvo dos criminosos.
O crime
De acordo com o delegado João Filipe Leite, responsável pela investigação, quatro suspeitos chegaram ao local em duas motocicletas no momento em que as vítimas saíam de uma residência no Bairro Campos. Eles perguntaram a uma das vítimas se ela era conhecida pelo apelido “Esqueleto” e, após a confirmação, efetuaram os disparos.
Gilberto Veras chegou a ser socorrido, mas morreu a caminho do hospital.
Gilberto Veras trabalhava na equipe de comunicação da Prefeitura de Luís Correia. No litoral do Piauí, era conhecido pela atuação como cerimonialista de eventos públicos, institucionais e culturais, além de narrar competições esportivas.
A Polícia Civil ainda não sabe qual era a relação entre o radialista Gilberto Veras e a outra vítima. Uma das linhas de investigação apura se o crime tem ligação com o tráfico de drogas.
Publicado por:
Camylla Sousa
Camylla Sousa é jornalista formada pela Universidade Estadual do Piauí (UESPI), com experiência em produção de conteúdo jornalístico, telejornalismo, jornalismo digital, redes sociais, fotografia e assessoria de comunicação.
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