O presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) não deverá participar do palanque de nenhum candidato à Presidência da República no Piauí apoiado pela federação União Progressistas. A decisão de manter neutralidade na disputa nacional foi confirmada pelo deputado federal Átila Lira (PP), em entrevista concedida nesta sexta-feira (7) ao Sistema O Dia.

Apesar do apoio do Partido Liberal à candidatura de Joel Rodrigues ao Governo do Piauí, a federação formada por União Brasil e Progressistas decidiu não declarar apoio a nenhum candidato à Presidência da República no estado.

Com isso, Flávio Bolsonaro deverá ter espaço político no Piauí principalmente ao lado de Tiago Junqueira, presidente estadual do PL e pré-candidato ao Senado.

Publicidade
Publicidade

Leia Também:

Segundo Átila Lira, que também disputa a reeleição para a Câmara dos Deputados, a decisão foi tomada pelas direções nacionais dos partidos, representadas por Antonio Rueda, do União Brasil, e Ciro Nogueira, do Progressistas. O objetivo, de acordo com o parlamentar, é preservar a unidade da federação diante das diferenças políticas existentes entre os estados brasileiros.

"Juntamente com todas as federações estaduais, decidiram por maioria pela neutralidade para presidente da República. O partido, a federação não vai apoiar nenhum candidato a presidente, ela vai liberar as federações de acordo com a conveniência política local", afirmou Átila Lira.

Foco nas eleições estaduais

O deputado explicou que, no Piauí, a federação deverá concentrar sua atuação nas disputas pelo Governo do Estado, Senado e Assembleias Legislativa e Câmara dos Deputados.

Entre as prioridades do grupo está a candidatura de Joel Rodrigues ao Governo do Piauí, além da reeleição de Ciro Nogueira ao Senado. A federação também pretende ampliar suas bancadas de deputados federais e estaduais.

Para Átila Lira, a neutralidade na eleição presidencial permite que o grupo mantenha uma maior unidade interna e, ao mesmo tempo, respeite as características políticas de cada região.

"O Brasil é grandioso e possui uma geopolítica complexa, onde você tem regiões que têm mais afinidade com a centro-esquerda, com a esquerda, com a direita e com a centro-direita. Para poder priorizar, para poder ter uma unidade no partido, a saída que a gente achou foi manter a neutralidade para presidente da República", explicou.

A estratégia anunciada pela federação deixa as disputas estaduais em primeiro plano no Piauí, enquanto os partidos que integram o grupo ficam livres para definir, conforme o cenário local, suas posições em relação à eleição presidencial.

FONTE/CRÉDITOS: Portal o dia de comunicação