Quatro anos após o acidente que matou a adolescente Júlia Aparecida da Cunha Soares, de 13 anos, uma reconstituição do acidente (perícia de reprodução simulada) foi realizada na Avenida Aviador Rossini Morada Luna, no bairro Morros, na zona Leste de Teresina nesta semana. O objetivo é esclarecer a dinâmica do atropelamento e estimar a velocidade do veículo envolvido.

A reconstiuição foi conduzida por equipe do Instituto de Criminalística do Piauí, no mesmo local onde ocorreu o acidente, em abril de 2022, e no mesmo horário aproximado, para reproduzir condições semelhantes de luminosidade.

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A Secretaria de Segurança Pública do Piauí informou ao Cidadeverde.com que o inquérito policial foi concluído com indiciamento de homicídio culposo no trânsito e encaminhado ao Ministério Público que não manifestou denúncia, mas solicitou a simulação para cálculo de velocidade do veículo envolvido no acidente. 

Na época, Júlia atravessava a avenida acompanhada de outras pessoas quando foi atingida por um carro. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local. Outra adolescente também foi atropelada e ficou gravemente ferida. 

Apesar do tempo, a falta de um desfecho aumenta a angústia da família. 

“É difícil. A gente está esperando justiça, porque até hoje não sabe de nada. Eu perdi uma menina linda, cheia de futuro. Até hoje não temos resposta”, desabafa a mãe da vítima, Patrícia da Cunha.

De acordo com ela, a família foi informada de que o processo segue sob análise pericial. A reprodução simulada seria uma etapa necessária para identificar eventual responsabilização do motorista. A realização da perícia exigiu o isolamento da área e controle do tráfego na região durante os trabalhos técnicos.

“Nos informaram na Delegacia de trânsito que inquérito estava com o perito, e agora fizeram essa simulação. Eu peço às autoridades que se coloquem no lugar de um pai e de uma mãe que perderam um filho. É muito dolorido”, afirmou.

O irmão da adolescente, Pedro Lucas da Cunha, também critica a demora nas investigações.

“São quatro anos sem resposta. A justiça se calou. A gente quer saber o que aconteceu. Foi uma vida que foi tirada”, disse.

Créditos:  cidade Verde com informações Portal Querido Piauí