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A corrida presidencial de 2026 ganhou novos contornos nesta segunda-feira (19), com a divulgação da pesquisa BTG/Nexus que aponta uma disputa extremamente apertada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). A diferença entre os dois caiu para apenas 0,6 ponto percentual nos votos válidos, colocando os candidatos em situação de empate técnico a menos de uma semana do segundo turno.

Segundo o levantamento, Flávio Bolsonaro registra 50,3% dos votos válidos, enquanto Lula aparece com 49,7%. Na pesquisa anterior do instituto, a distância era de 3,2 pontos percentuais. A redução evidencia uma mudança importante no cenário eleitoral e reforça a competitividade da disputa presidencial.

Nos votos totais, Flávio tem 46,5% das intenções de voto, contra 45,9% de Lula. Outros 4,7% dos entrevistados indicaram voto branco ou nulo, enquanto 2,9% não souberam responder ou preferiram não informar sua escolha. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

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Lula ganha terreno e acende alerta na campanha adversária

A redução da distância entre os candidatos representa um sinal de alerta para a campanha de Flávio Bolsonaro. Em uma eleição marcada pela polarização, perder vantagem numérica em poucos dias pode alterar o ambiente político, mobilizar apoiadores e aumentar a pressão sobre as estratégias eleitorais.

Lula, por sua vez, chega à reta final com números que demonstram sua capacidade de permanecer competitivo. A recuperação observada na série da BTG/Nexus alimenta a expectativa de uma disputa voto a voto até o domingo, 25 de outubro.

O debate presidencial transmitido pela Band, na noite de domingo, colocou os dois candidatos frente a frente em um confronto marcado por acusações, críticas pessoais e embates políticos. A transmissão teve grande repercussão, mas ainda não é possível afirmar que o desempenho de Lula no programa tenha provocado a redução da diferença registrada pela pesquisa.

A disputa está aberta e cada voto pode fazer diferença

Com menos de uma semana para a votação, os números exigem cautela de ambos os lados. A diferença de 0,6 ponto percentual está dentro da margem de erro, o que significa que não há base estatística para declarar um candidato favorito com segurança a partir desse levantamento isolado.

O cenário também reforça a importância dos eleitores indecisos, da mobilização nas ruas e da capacidade das campanhas de convencer quem ainda admite mudar de opinião. Segundo os dados divulgados pela Nexus, 8,4% dos entrevistados afirmaram que ainda poderiam alterar o voto até o segundo turno.

A vantagem numérica de Flávio permanece, mas já não apresenta a mesma distância observada na rodada anterior. Lula se aproxima e mantém a disputa em aberto, transformando os últimos dias de campanha em um período decisivo para os dois projetos políticos.

Domingo será o momento da verdade

A pesquisa desta segunda-feira não determina o resultado das urnas, mas mostra que a eleição está longe de ser definida. O avanço de Lula na comparação com o levantamento anterior e a redução da vantagem de Flávio evidenciam uma corrida presidencial marcada por mudanças e forte disputa pela preferência dos brasileiros.

Agora, a decisão estará nas mãos do eleitor. Até o fechamento das urnas, qualquer previsão definitiva será prematura. A única certeza é que, diante de uma diferença tão pequena, a mobilização eleitoral e a participação dos brasileiros terão papel fundamental na definição do próximo presidente da República.