A Polícia Civil do Piauí orientou, nesta quinta-feira (16), que pessoas que afirmam ter sido prejudicadas pela empresa DF Trader, também conhecida como DF Group, preencham um formulário eletrônico para registrar oficialmente os prejuízos sofridos. A medida foi anunciada pela Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP-PI) e tem como objetivo reunir informações que auxiliem no andamento das investigações.

De acordo com a corporação, os dados enviados pelas vítimas serão anexados ao Inquérito Policial nº 7782/2026, conduzido pela Delegacia de Combate aos Crimes Contra a Ordem Tributária, Econômica e Relações de Consumo (Deccoterc). O formulário permitirá identificar individualmente cada caso, além de dimensionar os danos financeiros causados pelo suposto esquema.

A investigação apura a possível prática dos crimes de estelionato qualificado por fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Segundo a Polícia Civil, o grupo atraía investidores com a promessa de lucros de até 10% ao mês por meio de supostas aplicações no mercado financeiro.

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As autoridades também informaram que estão adotando medidas para identificar, localizar e preservar bens dos investigados, buscando garantir a efetividade de futuras decisões judiciais. No entanto, a Polícia Civil esclareceu que o eventual ressarcimento das vítimas não ocorre durante a fase de investigação, dependendo da conclusão do inquérito e de determinações do Poder Judiciário.

Ainda conforme as investigações, embora o esquema não tenha sido oficialmente classificado como pirâmide financeira, seu funcionamento apresentava características semelhantes, já que os pagamentos prometidos dependeriam da entrada contínua de novos investidores.

Outro ponto destacado pelos investigadores é que o principal suspeito utilizava uma estratégia de ostentação nas redes sociais para conquistar a confiança das vítimas. Imagens com carros de luxo, aeronaves, viagens internacionais e relógios de alto valor eram frequentemente divulgadas como forma de demonstrar sucesso financeiro. A polícia afirma que parte desse conteúdo era falso, incluindo registros feitos ao lado de aviões que não pertenciam ao investigado.

FONTE/CRÉDITOS: Portal o dia de comunicação