A Polícia Civil do Piauí indiciou Ana Vitória do Nascimento Silva pelo crime de invasão de dispositivo informático, previsto no artigo 154-A do Código Penal. O inquérito foi relatado pelo Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC) no dia 27 de agosto de 2026.

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Segundo as investigações, Ana Vitória é acusada de acessar, sem autorização, a conta do Instagram da vice-prefeita Socorrinha do Flávio do Teté e, posteriormente, divulgar conversas e áudios privados da vítima em grupos de WhatsApp.

O acesso indevido teria ocorrido no dia 18 de abril de 2026. Conforme os dados obtidos pela Polícia Civil, a conta da vice-prefeita foi acessada a partir de um iPhone 16, utilizando uma conexão de internet instalada em uma residência localizada no bairro Piçarra, no município de Alto Longá.

Após o acesso à conta, conteúdos de caráter privado mantidos pela vítima no Instagram teriam sido copiados e posteriormente compartilhados em grupos de mensagens.

Investigação identificou aparelho utilizado no acesso

Um dos principais elementos reunidos durante a investigação foi a identificação do aparelho utilizado para acessar a conta da vice-prefeita.

Durante o interrogatório, Ana Vitória negou possuir um iPhone 16. À polícia, ela afirmou que anteriormente utilizava um iPhone 13 e que teria adquirido um iPhone 17 Pro Max somente em julho de 2026.

A versão apresentada pela investigada, entretanto, foi confrontada com informações obtidas pela Polícia Civil junto à Telefônica Brasil e à Apple.

De acordo com os dados analisados pelos investigadores, a linha telefônica utilizada por Ana Vitória esteve vinculada a um iPhone 16 no período entre 15 de outubro de 2025 e 20 de julho de 2026. O intervalo inclui justamente o dia 18 de abril, quando ocorreu o acesso não autorizado à conta do Instagram da vice-prefeita.

A investigação aponta ainda que, em 20 de julho de 2026, a linha telefônica deixou de estar vinculada ao iPhone 16 e passou a operar em um iPhone 17 Pro Max.

Segundo o relatório policial, a mudança ocorreu apenas três dias depois de uma testemunha relacionada à residência apontada como origem da conexão de internet ter sido ouvida pela polícia.

Para o Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos, a sequência dos acontecimentos é considerada um elemento que reforça as suspeitas levantadas durante a investigação.

Inquérito foi concluído pelo DRCC

Com a análise dos registros de conexão, informações sobre os aparelhos e dados fornecidos pelas empresas de telefonia e tecnologia, o DRCC concluiu o inquérito e indiciou Ana Vitória do Nascimento Silva pelo crime previsto no artigo 154-A do Código Penal.

O dispositivo legal trata da invasão de dispositivo informático alheio, conectado ou não à rede de computadores, mediante violação indevida de mecanismo de segurança, com o objetivo de obter, adulterar ou destruir dados ou informações sem autorização do titular.

O indiciamento representa a conclusão da etapa investigativa pela Polícia Civil. A partir do relatório policial, o caso segue para análise das autoridades competentes, que poderão avaliar as medidas cabíveis com base nos elementos reunidos durante a investigação.

A acusação e os elementos apresentados no inquérito ainda serão submetidos às demais fases do procedimento judicial, cabendo à Justiça avaliar eventual responsabilidade criminal da investigada.

FONTE/CRÉDITOS: GP1