A Secretaria de Estado da Educação do Piauí (Seduc) confirmou que o caso de intoxicação envolvendo 14 estudantes em escolas da cidade de Picos não teve origem dentro das unidades de ensino. O episódio ocorreu nos Centros de Ensino de Tempo Integral (CETIs) Miguel Lidiano e Mário Martins, localizados no bairro Junco.

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De acordo com laudo emitido pela Vigilância Sanitária municipal, a causa mais provável da intoxicação foi um agente externo, possivelmente oriundo de um ferro-velho ou da rodovia próxima às escolas. A informação reforça que não houve contaminação no ambiente interno das instituições.

A coordenadora da Vigilância Sanitária de Picos, Lucia Neiva, explicou que hipóteses iniciais, como a atuação de carro fumacê, já foram descartadas. Segundo ela, ainda há investigações em andamento sobre um possível veículo que teria liberado uma substância com forte odor na região.

“Não foi detectado nada na escola. Trabalhamos com a possibilidade de um agente externo, mas seguimos aguardando novos laudos para identificar com precisão o que causou a intoxicação”, afirmou.

🚨 Sintomas e atendimento médico

Os estudantes, com idades entre 15 e 17 anos, apresentaram sintomas como tontura, vômito, dor de cabeça e até desmaios após sentirem um odor intenso semelhante a óleo, inseticida e asfalto.

Todos foram encaminhados para atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Picos, onde receberam cuidados médicos e permaneceram em observação. Segundo as autoridades de saúde, nenhum caso evoluiu para estado grave.

🔍 Investigações seguem em andamento

O Corpo de Bombeiros também realizou inspeções no local e descartou vazamento de gás ou qualquer risco estrutural nas escolas. Já a Polícia Civil, sob coordenação do delegado Rodrigo Moraes, abriu investigação para apurar as causas do incidente.

A Seduc informou ainda que, por medida preventiva, foi realizada a higienização completa das unidades escolares, incluindo sistemas de ar-condicionado.

Com a segurança confirmada, as aulas devem ser retomadas normalmente.

📍 Caso segue sem causa definitiva

Apesar das análises preliminares indicarem um agente externo, as autoridades ainda aguardam laudos complementares para identificar com exatidão a substância responsável pelo episódio.

O caso continua sendo monitorado pelas equipes de saúde, segurança e educação no estado do Piauí.