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Piauienses relataram ter recebido, neste domingo (25), mensagens pelo WhatsApp informando que seus CPFs estariam bloqueados e que, por isso, poderiam sofrer restrições em contas, crédito e financiamentos. O texto utiliza o nome da operadora TIM e orienta os destinatários a acessar um link para supostamente regularizar a situação.
A mensagem foi enviada por uma conta comercial que exibe um selo azul de verificação. O conteúdo, no entanto, apresenta sinais de possível golpe e exige atenção dos usuários. O selo azul exibido no perfil não deve ser considerado garantia de que o conteúdo enviado ou o endereço indicado sejam seguros. Entre os destinatários estão pessoas que afirmam não ser mais clientes da operadora.
No texto recebido, os destinatários são alertados sobre uma suposta solicitação pendente e pressionados a agir imediatamente para evitar transtornos. O endereço indicado é rentimpag.site, que não é o site oficial da TIM, o tim.com.br.
A mensagem inclui opções de resposta, como “Sim, ver detalhes!”, “Agora não” e “Bloquear”.
Links desse tipo podem direcionar para páginas fraudulentas criadas para coletar dados pessoais, senhas e informações bancárias. Por isso, mesmo quando o remetente utiliza o nome e a identidade visual de uma empresa conhecida, é necessário verificar a autenticidade da comunicação.
O que diz a TIM
Na página de dicas de segurança, a TIM afirma que “algumas tentativas de golpes estão ocorrendo no mercado, eventualmente envolvendo o nome da empresa ou de outras operadoras”. A operadora alerta que “os golpistas e suas fraudes telefônicas estão se aperfeiçoando e é preciso estar atento para evitar o problema no seu smartphone”.
Entre os golpes listados na página estão o do falso representante da TIM, o golpe do WhatsApp e as falsas promoções. Sobre o falso representante, a empresa orienta clientes e empresas “a buscar em nossos canais oficiais validações sobre contatos recebidos usando o nome da TIM, principalmente quando indicam aumento de fatura, perda de benefícios, fidelização entre outros impactos no seu plano”.
“Busque sempre validar as informações suspeitas junto ao seu executivo de contas ou com a nossa Central de atendimento através dos números *144 ou 1056”, diz a operadora.
A página também explica o spoofing, golpe em que “fraudadores utilizam programas capazes de mascarar o número de origem e se utilizam de prefixos confiáveis, entre eles 0800, 4003 e 98113, para levar as vítimas a compartilharem dados pessoais ou bancários”.
Para chamadas telefônicas, a TIM recomenda:
“Bancos e entidades financeiras não ligam pedindo informações sensíveis, se ainda ficar na dúvida, desligue e procure meios oficiais para entrar em contato com a suposta empresa.”
Se a chamada vier de um número conhecido e houver dúvida, a empresa sugere: “envie uma mensagem confirmando se a pessoa de fato te ligou”. A TIM também indica ativar o filtro de chamadas no Android e no iPhone, o que “vai reduzir essas chamadas indesejáveis”.
Sobre e-mails, a TIM informa que “só envia e-mails com links para os clientes cadastrados e que nunca solicita dados de clientes por este canal”. Segundo a empresa, todos os e-mails com links têm uma cópia de segurança na área exclusiva do cliente no site da TIM, na opção “Comunicados TIM”.
O que fazer ao receber a mensagem
Quem recebeu o alerta sobre o suposto bloqueio do CPF deve adotar alguns cuidados:
- Não clique no link: evite acessar páginas enviadas por mensagens que utilizam ameaças ou urgência para exigir uma regularização.
- Não informe dados pessoais: não forneça CPF, senhas, códigos de verificação ou informações bancárias em páginas cuja autenticidade não foi confirmada.
- Não responda à mensagem: evite interagir com o remetente ou selecionar opções oferecidas pelo perfil suspeito.
- Bloqueie e denuncie o contato: utilize as ferramentas do WhatsApp para denunciar a conta e impedir novas mensagens.
- Procure os canais oficiais: em caso de dúvida sobre a linha telefônica ou o cadastro, entre em contato com a operadora pelos números *144 ou 1056, indicados pela TIM para validar informações suspeitas.
Se a pessoa já clicou no link e forneceu informações, deve procurar o banco imediatamente caso tenha compartilhado dados financeiros ou identificado movimentações suspeitas, além de alterar senhas potencialmente comprometidas.
Publicado por:
Camylla Sousa
Camylla Sousa é jornalista formada pela Universidade Estadual do Piauí (UESPI), com experiência em produção de conteúdo jornalístico, telejornalismo, jornalismo digital, redes sociais, fotografia e assessoria de comunicação.
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