O ex-diretor de uma creche em Timon (MA), Alberto Luiz Freitas Monção, foi preso novamente na manhã desta sexta-feira (10), um dia após ser considerado foragido pela Justiça do Maranhão. Ele foi localizado na zona rural do município depois de, segundo as autoridades, romper a tornozeleira eletrônica utilizada para seu monitoramento.
Alberto havia sido colocado em liberdade no último dia 17 de junho, cerca de 20 dias após sua prisão. A soltura ocorreu porque o Ministério Público não apresentou a denúncia dentro do prazo legal, levando a Justiça a revogar a prisão preventiva por entender que sua manutenção seria ilegal.
Ao deixar o sistema prisional, o investigado passou a cumprir medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica, comparecimento periódico à Justiça, proibição de contato com testemunhas e toque de recolher.
De acordo com a defesa, Alberto compareceu pela última vez à Justiça na quarta-feira (8). No entanto, na quinta-feira (9), ele foi considerado foragido após o rompimento do equipamento de monitoramento eletrônico.
Durante as buscas, o delegado regional de Timon, Cláudio Mendes, chegou a afirmar que havia a possibilidade de o investigado já não estar mais no Maranhão nem no Piauí. Após a expedição de um novo mandado de prisão preventiva, equipes policiais intensificaram as diligências e conseguiram localizar o suspeito na zona rural de Timon.
Relembre o caso
Alberto Luiz Freitas Monção foi preso inicialmente em 27 de maio, após denúncias de que teria abusado sexualmente de crianças matriculadas na creche onde atuava como diretor. Conforme a investigação, imagens de câmeras de segurança registraram os supostos abusos, que passaram a integrar o inquérito policial.
Apesar da gravidade das acusações, o investigado foi colocado em liberdade após a Justiça reconhecer que o Ministério Público não apresentou a denúncia dentro do prazo previsto em lei.
Diante do rompimento da tornozeleira eletrônica e do descumprimento das medidas cautelares, o Ministério Público solicitou uma nova prisão preventiva. O pedido foi aceito pelo juiz Elismar Marques, da 3ª Vara Criminal de Timon, que expediu o mandado cumprido pela Polícia Civil nesta sexta-feira (10).
O caso segue sob investigação e o ex-diretor permanece à disposição da Justiça para responder às acusações.

FONTE/CRÉDITOS: Portal o dia de comunicação