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Os Estados Unidos lançaram, nesta terça-feira (7), uma ofensiva aérea contra alvos no Irã após ataques registrados contra três navios comerciais que navegavam pelo Estreito de Ormuz, considerado uma das rotas marítimas mais estratégicas do planeta. A operação foi confirmada pelo Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos (Centcom), que acusa o governo iraniano de romper o cessar-fogo firmado entre os dois países.
Segundo o Centcom, os bombardeios tiveram como objetivo impor uma resposta militar ao que classificou como uma "agressão injustificada e perigosa" promovida pelo Irã contra embarcações civis. A ação, de acordo com o comando americano, representa uma reação direta à suposta violação do acordo de trégua.
Horas antes da ofensiva, a agência britânica de segurança marítima UKMTO informou que três navios comerciais foram atingidos por projéteis enquanto cruzavam o Estreito de Ormuz. Apesar dos danos materiais, não houve registro de vítimas. O governo do Catar afirmou que um dos alvos foi o petroleiro Al Rekayyat e responsabilizou o Irã pelo ataque. Autoridades dos Estados Unidos também atribuíram a autoria da ação ao governo de Teerã.
A televisão estatal iraniana informou que diversas explosões foram registradas na cidade portuária de Sirik, localizada no sul do país, nas proximidades do Estreito de Ormuz. Até o momento, o governo iraniano não divulgou informações sobre possíveis vítimas nem confirmou quais estruturas foram atingidas.
Em reação aos bombardeios, o ministro das Relações Exteriores do Irã afirmou que a ofensiva americana representa uma grave violação do cessar-fogo e declarou que o país responderá de forma "decisiva" às ações militares dos Estados Unidos.
Além da operação militar, Washington anunciou a retomada das sanções contra o setor petrolífero iraniano. O governo norte-americano revogou a licença que havia suspendido temporariamente as restrições às exportações de petróleo do Irã durante as negociações do cessar-fogo realizadas em junho.
O governo iraniano condenou a decisão, alegando que a medida descumpre o Memorando de Islamabad, firmado para encerrar o conflito entre as duas nações. Apesar da nova escalada de tensão, representantes dos Estados Unidos e do Irã continuam mantendo canais diplomáticos abertos na tentativa de negociar um acordo de paz definitivo.
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