O empresário Francisco das Chagas Chaves da Silva, conhecido como Chico Trader, foi encaminhado nesta quinta-feira (23) à Cadeia Pública de Altos, após passar por audiência de custódia. Ele havia sido preso na quarta-feira (22), em Teresina, durante uma ação da Polícia Civil do Piauí, que investiga um suposto esquema de pirâmide financeira responsável por causar prejuízos a mais de 300 investidores no estado.

De acordo com as investigações, Chico Trader era considerado foragido da Justiça e permaneceu no Paraguai após ter a prisão preventiva decretada. Em razão disso, seu nome chegou a integrar a lista de difusão vermelha da Interpol, mecanismo utilizado para localizar pessoas procuradas internacionalmente. O empresário se apresentou espontaneamente na sede do Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), onde teve o mandado de prisão cumprido.

Durante depoimento prestado à Polícia Civil, o investigado afirmou que continuava exercendo atividades ligadas ao mercado financeiro enquanto estava no Paraguai. Segundo ele, os recursos obtidos com essas operações eram utilizados para custear sua permanência no país.

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Após a prisão, Francisco das Chagas foi submetido à audiência de custódia. Na análise do caso, o magistrado responsável informou que não foram identificados indícios de maus-tratos ou qualquer irregularidade durante a prisão. Com isso, foi determinada a manutenção da prisão preventiva e o encaminhamento do empresário ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça.

Investigação aponta esquema milionário

Conforme a Polícia Civil, o grupo investigado prometia altos lucros a investidores por meio de supostas aplicações no mercado financeiro. A promessa de rentabilidade elevada teria atraído centenas de pessoas, que realizaram depósitos acreditando participar de investimentos seguros.

As investigações apontam que a empresa Xtreme, utilizada por Chico Trader, funcionava sem cumprir normas exigidas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Segundo a polícia, os recursos eram depositados diretamente nas contas da empresa, sem a intermediação de instituições autorizadas, prática que facilitava a mistura entre o patrimônio da empresa e os bens pessoais do empresário.

As autoridades também apuram a movimentação de valores milionários e trabalham para identificar a extensão dos prejuízos causados às vítimas. O inquérito segue em andamento, e novas diligências poderão resultar no aprofundamento das investigações e na responsabilização dos envolvidos.

FONTE/CRÉDITOS: Portal o dia de comunicação