Agosto Verde-claro alerta para os sinais do linfoma

O Agosto Verde-claro é uma campanha de conscientização voltada à informação sobre os linfomas, tipos de câncer que atingem o sistema linfático e podem surgir em pessoas de diferentes faixas etárias. A iniciativa busca ampliar o conhecimento sobre a doença, seus principais sintomas, formas de diagnóstico e possibilidades de tratamento.

Os linfomas se desenvolvem quando os linfócitos, células que fazem parte do sistema de defesa do organismo, sofrem alterações e passam a se multiplicar de maneira descontrolada. Essas células podem se concentrar nos linfonodos, popularmente conhecidos como “ínguas”, mas também podem atingir outros órgãos e tecidos.

Publicidade
Publicidade

Leia Também:

A doença é dividida, principalmente, em dois grandes grupos: linfoma de Hodgkin e linfoma não Hodgkin. Embora apresentem diferenças importantes, os dois tipos podem provocar sintomas semelhantes. Por isso, a avaliação de um profissional de saúde é fundamental diante de alterações persistentes.

Quais são os principais sintomas?

Entre os sinais que podem aparecer estão o aumento indolor dos linfonodos, febre persistente, suor noturno intenso, perda de peso sem explicação e cansaço excessivo. Tosse, falta de ar, coceira pelo corpo e alterações identificadas em exames também podem ocorrer.

Dependendo da região atingida, o paciente pode apresentar aumento do volume abdominal, sensação de saciedade mesmo após pequenas refeições, náuseas e vômitos.

É importante destacar que a presença desses sintomas não significa necessariamente que uma pessoa tenha linfoma. Infecções e outras condições de saúde também podem provocar manifestações semelhantes. No entanto, quando os sinais persistem sem uma causa conhecida, é recomendável procurar atendimento médico para investigação.

Entenda a diferença entre Hodgkin e não Hodgkin

O linfoma de Hodgkin é menos frequente e apresenta características específicas relacionadas às células do sistema linfático. Em muitos casos, apresenta boa resposta ao tratamento, mas a evolução depende de fatores como o estágio da doença e as condições individuais do paciente.

Já o linfoma não Hodgkin reúne um grupo bastante amplo de doenças. Existem diversos subtipos, que podem apresentar diferentes níveis de agressividade, velocidade de evolução e resposta aos tratamentos. Por isso, identificar corretamente o subtipo é uma etapa importante para definir a estratégia terapêutica.

Os linfomas também podem afetar crianças e adolescentes. De acordo com as informações apresentadas pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA), a doença está entre os tipos de câncer que podem ser diagnosticados durante a infância.

Quais fatores podem estar relacionados ao linfoma?

As causas dos linfomas não são completamente conhecidas. Entretanto, alguns fatores podem estar associados a um risco maior de desenvolvimento da doença.

Entre eles estão alterações no sistema imunológico, determinadas infecções, doenças autoimunes e o uso prolongado de medicamentos imunossupressores. Infecções pelos vírus HTLV, Epstein-Barr e HIV, além da bactéria Helicobacter pylori, também estão relacionadas a determinados tipos de linfoma.

A idade é outro fator que pode estar associado ao surgimento da doença, principalmente em pessoas mais velhas.

Como o linfoma é diagnosticado?

A investigação geralmente começa com uma avaliação clínica, considerando os sintomas, o histórico de saúde e alterações apresentadas pelo paciente. Exames laboratoriais e de imagem podem ser solicitados para auxiliar na identificação de possíveis alterações.

O diagnóstico definitivo, porém, depende da biópsia da região suspeita. Nesse procedimento, uma amostra do tecido é retirada e encaminhada para análise, permitindo identificar características das células e determinar o tipo de linfoma.

Depois da confirmação, outros exames podem ser necessários para avaliar a extensão da doença e ajudar a definir o tratamento mais adequado.

Tratamento depende do tipo e do estágio da doença

O tratamento dos linfomas varia conforme o tipo, subtipo, estágio e características individuais do paciente. Entre as possibilidades estão quimioterapia, radioterapia, imunoterapia e terapias-alvo. Em situações específicas, também pode ser indicado transplante de células-tronco hematopoéticas.

A escolha da terapia deve ser feita pela equipe médica responsável, considerando o diagnóstico e as condições de cada paciente.

A campanha Agosto Verde-claro reforça, portanto, a importância da informação e da atenção aos sinais do organismo. Sintomas persistentes, especialmente quando acompanhados de aumento de linfonodos, perda de peso sem explicação, febre ou suor noturno, devem ser avaliados por um profissional de saúde.

FONTE/CRÉDITOS: Portal o dia de comunicação