O dia 28 de julho é uma das datas mais importantes da história do Maranhão. Nesta terça-feira, o estado celebra a Adesão do Maranhão à Independência do Brasil, acontecimento que ocorreu em 1823, quase um ano após a proclamação da independência por Dom Pedro I. A data é considerada feriado estadual e altera o funcionamento dos órgãos públicos em todas as cidades maranhenses, incluindo Timon, município localizado na divisa com Teresina.

A Prefeitura de Timon confirmou, por meio de comunicado oficial, que não haverá expediente nas repartições públicas municipais durante o feriado. Segundo a administração, os serviços essenciais, como saúde de urgência, limpeza urbana e segurança, serão mantidos normalmente para garantir o atendimento à população. As atividades administrativas e o atendimento ao público serão retomados na quarta-feira, 29 de julho.

O feriado foi oficializado pela Lei nº 2.457, sancionada em 2 de outubro de 1964 pelo então governador Newton de Barros Bello. A legislação estabelece o dia 28 de julho como feriado estadual em homenagem ao momento em que o Maranhão passou a integrar oficialmente o Brasil independente.

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Historicamente, o Maranhão foi um dos últimos estados brasileiros a reconhecer a independência do país. Isso ocorreu porque a província mantinha fortes vínculos econômicos, políticos e administrativos com Portugal. Durante parte do período colonial, o território integrou o Estado do Grão-Pará e Maranhão, subordinado diretamente à Coroa Portuguesa, o que fortalecia sua relação com Lisboa.

Além da proximidade geográfica com a Europa, o intenso comércio marítimo com Portugal contribuiu para que as elites maranhenses resistissem ao rompimento com a metrópole. Enquanto outras regiões já haviam aderido ao novo governo brasileiro, o Maranhão permaneceu fiel aos portugueses por vários meses.

A situação começou a mudar em 1823, com o avanço das tropas favoráveis à independência vindas do Piauí e do Ceará. Os confrontos ocorreram principalmente no interior maranhense, provocando o isolamento da capital, São Luís, e enfraquecendo a resistência portuguesa.

O desfecho aconteceu com a chegada do almirante escocês Thomas Cochrane, contratado por Dom Pedro I para fortalecer a Marinha brasileira. Ao cercar estrategicamente o porto de São Luís, Cochrane pressionou as autoridades locais a reconhecerem a independência. Sem a necessidade de um confronto armado, o governo maranhense oficializou sua adesão em 28 de julho de 1823, consolidando um dos capítulos mais marcantes da formação do Brasil como nação independente.

Atualmente, a data é celebrada em todo o Maranhão como um marco histórico que simboliza a integração definitiva do estado ao território brasileiro e preserva a memória de um dos momentos mais relevantes da história maranhense.

FONTE/CRÉDITOS: Portal o dia de comunicação