Os terremotos que atingiram a Venezuela no dia 24 de junho continuam provocando um cenário de devastação. De acordo com o balanço divulgado neste domingo (12) pelas autoridades do país, o desastre já deixou pelo menos 4.490 mortos.

O número de feridos permanece em 16.740 pessoas, enquanto ainda não há informações oficiais sobre a quantidade de desaparecidos. Além das vítimas, cerca de 19,5 mil venezuelanos precisaram abandonar suas casas e foram encaminhados para acampamentos temporários. O governo informou que a entrega de moradias para as famílias afetadas deverá começar nos próximos dias.

A situação nos abrigos preocupa organizações internacionais. A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que a falta de saneamento básico, a escassez de água potável, a superlotação e a infraestrutura precária podem favorecer a disseminação de doenças como cólera, tuberculose, tétano e sarampo.

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Outro fator que aumenta o risco sanitário é a queda na cobertura vacinal entre a população desabrigada, o que pode facilitar novos surtos e comprometer a saúde de milhares de sobreviventes.

A OMS informou ainda que trabalha em parceria com o Ministério da Saúde da Venezuela para conter o avanço de doenças respiratórias e intestinais. Entre as medidas estudadas está a instalação de novos hospitais de campanha nas regiões de Caracas e La Guaira, consideradas as áreas mais afetadas pelos tremores.

Segundo estimativas das Nações Unidas, aproximadamente 1,3 milhão de pessoas necessitam de assistência humanitária após a tragédia. Para apoiar as operações de emergência e reconstrução, já foram mobilizados cerca de US$ 300 milhões, o equivalente a aproximadamente R$ 1,5 bilhão.

FONTE/CRÉDITOS: Meio news