A Polícia Civil do Piauí continua recebendo novas denúncias contra a empresa DF Group após a operação deflagrada na última sexta-feira (10), que resultou em prisões, apreensão de bens e bloqueio das atividades da companhia. A informação foi confirmada pelo superintendente de Operações Integradas da Secretaria de Segurança Pública do Piauí, delegado Matheus Zanatta.

Segundo o delegado, novas vítimas procuraram as autoridades para registrar boletins de ocorrência, fortalecendo as investigações que apuram um suposto esquema de fraude financeira liderado pelo empresário Douglas Fonseca, CEO da DF Group.

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Investigações apontam promessa de altos rendimentos

As investigações tiveram início após diversos investidores relatarem terem aplicado dinheiro na empresa sob a promessa de receber rendimentos mensais de 10%. No entanto, conforme os depoimentos, os valores prometidos deixaram de ser pagos.

Durante a apuração, a Polícia Civil constatou que a empresa não possuía autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para atuar no mercado financeiro, mesmo captando recursos de investidores.

Além disso, um Relatório de Inteligência Financeira revelou que a empresa movimentou aproximadamente R$ 100 milhões em um período de dois anos, fato que ampliou as suspeitas sobre as atividades do grupo.

Ostentação nas redes sociais

De acordo com as investigações, Douglas Fonseca utilizava as redes sociais para divulgar uma rotina de luxo, exibindo carros importados, relógios de alto valor e viagens internacionais. Para a polícia, essa estratégia teria sido utilizada para atrair novos investidores e transmitir credibilidade ao negócio.

Prisões e bloqueio de bens

A operação resultou na prisão de 11 investigados. Também foram apreendidos veículos, armas de fogo e outros bens considerados importantes para a investigação.

A Justiça ainda determinou a suspensão das atividades financeiras da empresa, o bloqueio de ativos e a retirada das redes sociais da DF Group e dos investigados, com o objetivo de preservar recursos que possam ser utilizados para ressarcir as vítimas.

Um dos investigados se apresentou espontaneamente após o cumprimento dos mandados, enquanto outro permanece foragido.

Polícia pede que vítimas procurem as autoridades

O delegado Matheus Zanatta reforçou que pessoas que acreditam ter sido prejudicadas pela empresa devem registrar boletim de ocorrência. Segundo ele, os novos relatos poderão contribuir para o avanço das investigações e até mesmo para novas fases da operação policial.

As denúncias podem ser feitas por meio do WhatsApp da Secretaria de Segurança Pública, pelo número 0800 086 0190, ou presencialmente na Superintendência de Defesa do Consumidor.

A Polícia Civil informou que continuará analisando os novos registros para identificar outras possíveis vítimas e eventuais envolvidos no esquema investigado.

FONTE/CRÉDITOS: Meio news