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A Secretaria das Mulheres do Piauí (Sempi) concluiu, nesta quarta-feira (4), as Oficinas de Diagnóstico Territorial Participativo para a elaboração do Plano de Ação Estadual de adesão ao Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios. A iniciativa busca identificar os principais desafios enfrentados pelas mulheres nos diferentes territórios do estado e construir estratégias de prevenção à violência de gênero.
O encerramento das atividades ocorreu em Teresina, no Território Entre Rios, reunindo representantes da rede de enfrentamento à violência contra as mulheres, integrantes da sociedade civil, movimentos sociais e coletivos. A oficina foi conduzida pela consultora técnica Marcela Castro Barbosa.
Ao longo do processo, as atividades foram realizadas nos 12 territórios de desenvolvimento do Piauí, com o objetivo de ampliar a participação de instituições e da população na identificação das necessidades locais e no fortalecimento das políticas públicas de proteção às mulheres.
Em Teresina, a programação foi dividida em dois momentos. Pela manhã, participaram profissionais e representantes de instituições que integram a rede de enfrentamento à violência. No período da tarde, o diálogo foi ampliado para representantes da sociedade civil e de movimentos sociais.
Segundo Marcela Castro Barbosa, a escuta dos profissionais que atuam diretamente na proteção das mulheres e da população é uma das principais características da construção do diagnóstico.
“Um dos grandes diferenciais do Pacto de Prevenção aos Feminicídios é justamente a escuta dos profissionais e da população. A partir dessas contribuições, será possível compreender o que está faltando, o que está funcionando e quais são as necessidades de cada região”, destacou.
Instituições participam da construção do plano
As oficinas contaram com a participação de representantes de instituições estaduais e municipais, entre elas o Ministério Público, o Tribunal de Justiça, a Universidade Federal do Piauí (UFPI), o Núcleo de Pesquisas sobre Crianças, Adolescentes e Jovens (Nupec), além de equipes da Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan) e da Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi).
A iniciativa é desenvolvida em parceria entre a Sempi, a Sesapi, a Seplan e o Banco Mundial. A proposta é reunir informações que permitam compreender as diferentes realidades territoriais e orientar a formulação de políticas públicas mais eficientes no enfrentamento à violência contra as mulheres.
A partir das contribuições coletadas, o diagnóstico deverá subsidiar a elaboração de ações considerando as particularidades de cada região, fortalecendo a articulação entre os órgãos públicos, instituições e organizações da sociedade civil.
Diagnóstico vai orientar políticas de prevenção
A especialista em gênero dos projetos da Seplan financiados por bancos internacionais, Betina Barros, ressaltou que a conclusão das oficinas representa uma etapa importante para consolidar o levantamento estadual.
“A partir desse levantamento, vamos conseguir enxergar as necessidades de forma quantitativa e qualitativa, compreendendo o que acontece nos territórios e ouvindo os profissionais que estão na ponta. É mais um investimento em prol da igualdade de gênero no Piauí”, afirmou.
Com a conclusão das oficinas nos 12 territórios de desenvolvimento, o Piauí avança na construção de um planejamento estadual voltado à prevenção dos feminicídios. A proposta é fortalecer a atuação integrada das instituições, ampliar a capacidade de resposta da rede de proteção e desenvolver estratégias que considerem as necessidades reais das mulheres em cada região.
O trabalho também reforça a importância da participação social na formulação de políticas públicas, reconhecendo que o enfrentamento à violência de gênero exige ações permanentes, articulação institucional e compromisso coletivo com a proteção da vida das mulheres.
Querido Piauí
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