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A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram, na manhã desta quarta-feira (10), a Operação Expansão de Domínio, que investiga um suposto esquema de fraudes em licitações, corrupção, associação criminosa e lavagem de dinheiro envolvendo contratos públicos no estado do Piauí.

A ação ocorreu de forma simultânea em diversos municípios piauienses e teve como objetivo reunir novas provas sobre possíveis irregularidades em processos licitatórios relacionados à aquisição de materiais hospitalares e odontológicos por administrações municipais.

Por determinação do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão e três medidas cautelares de afastamento de agentes públicos de suas funções.

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Operação alcança cinco municípios piauienses

As medidas judiciais foram executadas nos municípios de Bela Vista do Piauí, São Braz do Piauí, São Raimundo Nonato, Corrente e Sebastião Barros.

Durante a operação, equipes da Polícia Federal e da CGU realizaram buscas em endereços ligados aos investigados para recolher documentos, equipamentos eletrônicos e outros materiais que possam contribuir para o avanço das investigações.

Os mandados foram autorizados após análise de elementos reunidos ao longo da apuração, que apontam possíveis irregularidades em contratações públicas realizadas por órgãos municipais.

Empresa é suspeita de receber favorecimento em licitações

Segundo as investigações, o caso teve início a partir de denúncias envolvendo uma empresa fornecedora de materiais hospitalares e odontológicos que atua em diversos municípios do Piauí.

Os investigadores identificaram indícios de direcionamento de processos licitatórios e possíveis pagamentos de vantagens indevidas a agentes públicos com o objetivo de favorecer a empresa em contratações e na execução de contratos administrativos.

De acordo com a Polícia Federal, o suposto esquema teria permitido à empresa obter benefícios em processos de contratação pública, comprometendo a competitividade e a legalidade das licitações.

Justiça suspende contratos com o poder público

Além dos mandados de busca e dos afastamentos cautelares, a decisão judicial determinou a suspensão imediata dos contratos administrativos vigentes da empresa investigada com órgãos da Administração Pública.

A medida também proíbe a celebração de novos contratos, convênios ou instrumentos semelhantes com entes públicos enquanto as investigações estiverem em andamento.

Segundo os órgãos responsáveis pela operação, a determinação busca evitar a continuidade de possíveis irregularidades e preservar recursos públicos até a conclusão das apurações.

Crimes investigados

A Operação Expansão de Domínio apura possíveis práticas dos crimes de:

- Fraude em licitação;

- Corrupção ativa;

- Corrupção passiva;

- Associação criminosa;

- Lavagem de dinheiro.

As investigações também buscam identificar a participação de outros envolvidos, além de verificar o eventual prejuízo causado aos cofres públicos.

Investigações continuam

De acordo com a Polícia Federal e a CGU, a nova fase da investigação tem como objetivo aprofundar a coleta de provas, esclarecer a dinâmica do suposto esquema e identificar todos os envolvidos.

Os materiais apreendidos durante a operação serão analisados pelos investigadores e poderão auxiliar na responsabilização dos suspeitos nas esferas penal, administrativa e civil.

Até o momento, os órgãos responsáveis não divulgaram os nomes dos investigados nem o valor total dos contratos que estão sendo analisados.

A Operação Expansão de Domínio segue em andamento e novas informações poderão ser divulgadas à medida que as investigações avançarem.

FONTE/CRÉDITOS: PF