FLORIANO (PI) — Uma ofensiva das forças de segurança do Piauí colocou na mira proprietários suspeitos de permitir que animais de grande porte circulem livremente pelas ruas e rodovias da cidade. Nesta sexta-feira (13), a Operação Porteira Fechada cumpriu mandados judiciais contra investigados apontados como responsáveis por deixar bovinos e equinos soltos em vias públicas, prática considerada grave risco à segurança no trânsito.

Uma foto dos policiais civis aparecem realizando operação na cidade de Floriano
Uma foto dos policiais civis aparecem realizando operação na cidade de Floriano



A ação foi coordenada pela Secretaria de Segurança Pública do Piauí, com atuação conjunta da Polícia Civil e da Polícia Militar, no âmbito de um inquérito conduzido pela Delegacia Seccional de Floriano. Ao todo, foram cumpridos cinco mandados de busca domiciliar e conduções coercitivas.

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Segundo as investigações, os suspeitos estariam permitindo que animais circulassem livremente pela cidade, situação que coloca motoristas, motociclistas e pedestres em risco constante e que já teria sido responsável por acidentes graves, inclusive com registro de mortes.

Uma foto dos policiais civis aparecem realizando operação na cidade de Floriano
Uma foto dos policiais civis aparecem realizando operação na cidade de Floriano



Entre os investigados estão pessoas identificadas pelas iniciais K.M.F. e G.S., além de outros indivíduos que ainda estão sendo identificados pelas autoridades.

Mandados e fiscalização em bairros da cidade

As diligências foram realizadas em imóveis localizados nos bairros Taboca, Princesinha e no Conjunto Hermes Pacheco. Durante as buscas, as equipes procuraram documentos que comprovem a propriedade ou guarda dos animais.

Entre os registros solicitados estão:

- Guias de Trânsito Animal (GTA)

- registros de marca ou ferrete

- cadernetas de vacinação

- documentos relacionados à criação dos animais

O objetivo é identificar formalmente os responsáveis pelos criatórios e verificar se os animais estavam sendo mantidos de forma regular e segura.

Justiça impõe medidas aos investigados

Além das buscas, a decisão judicial determinou medidas cautelares rigorosas contra os investigados.

Eles terão prazo de 10 dias úteis para apresentar às autoridades o registro oficial da marca ou ferrete utilizado nos animais ou realizar o registro em cartório, caso ele ainda não exista.

Também deverão entregar um inventário detalhado do criatório, contendo informações como:

- raça dos animais

- tipo de criação

- quantidade existente

- local onde são mantidos

- método de contenção utilizado, como cercas ou estruturas adequadas

Animais soltos podem ser apreendidos

A Justiça também proibiu expressamente que os proprietários permitam ou facilitem a circulação de animais em vias públicas ou terrenos sem cercamento adequado.

Caso a determinação seja descumprida, está autorizada a remoção compulsória dos animais, sendo que todos os custos de transporte e manutenção deverão ser pagos pelos próprios responsáveis.

Autoridades reforçam risco à população

De acordo com o superintendente de Operações Integradas da SSP, delegado Matheus Zanatta, a operação tem como foco principal proteger vidas e responsabilizar quem descumpre a lei.

“A circulação de animais soltos em vias públicas representa um risco concreto à vida das pessoas e à segurança no trânsito. A atuação integrada das forças de segurança busca identificar os responsáveis e impedir a continuidade dessa prática”, afirmou.

Operação integrada

A ação contou com a participação de diferentes órgãos de segurança e fiscalização, incluindo:

- Delegacia Seccional de Floriano

- Superintendência de Operações Integradas (SOI)

- Diretoria de Operações de Trânsito (DOT)

- Centro de Zoonoses da Prefeitura de Floriano

A Operação Porteira Fechada faz parte de uma estratégia permanente para reduzir acidentes, proteger motoristas e garantir maior segurança nas vias urbanas e rodovias da região.