As mudanças implementadas pela Fifa para combater a cera durante as partidas da Copa do Mundo de 2026 apresentaram resultados positivos, segundo dados divulgados neste sábado (18) pelo Grupo de Estudos Técnicos da entidade. O levantamento foi apresentado na véspera da grande final entre Argentina e Espanha, marcada para este domingo (19), em Nova York/Nova Jersey.

Coordenado pelo ex-treinador Arsène Wenger, o grupo revelou que as novas regras reduziram significativamente o tempo perdido durante os jogos. Uma das principais medidas determina que árbitros alertem goleiros e jogadores quando restarem cinco segundos para a cobrança de tiros de meta e laterais. Caso o tempo seja excedido, a posse de bola pode ser revertida ao adversário ou resultar em escanteio.

Os números mostram que, na Copa do Mundo de 2022, cerca de 25% dos tiros de meta demoravam mais de 30 segundos para serem cobrados. Nesta edição, o índice caiu para 12%, indicando maior fluidez nas partidas.

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Outra alteração importante diz respeito ao atendimento médico em campo. Agora, atletas que recebem atendimento precisam permanecer fora do gramado por pelo menos um minuto antes de retornar ao jogo. Com isso, a média de interrupções médicas caiu de 2,3 por partida, registrada no Mundial do Catar, para 1,6 na Copa de 2026.

Segundo Arsène Wenger, além de aumentar o tempo efetivo de bola rolando, a medida reduz situações em que jogadores simulam lesões para ganhar tempo.

O estudo também identificou uma mudança no estilo de jogo das seleções. Com equipes adotando sistemas defensivos mais compactos e recuados, aumentou a frequência de finalizações de longa distância. Como consequência, a participação dos gols marcados de fora da área dobrou em relação ao Mundial anterior, passando de 8% para 16%.

O ex-atacante alemão Jurgen Klinsmann destacou que os bloqueios defensivos dificultam as infiltrações e tornam os chutes de média e longa distância uma alternativa cada vez mais eficiente para surpreender os goleiros.

FONTE/CRÉDITOS: Globo esporte