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O Hospital Getúlio Vargas (HGV), em Teresina, recebeu autorização do Ministério da Saúde para realizar transplantes de fígado. A aprovação foi oficializada pela Portaria SAES/MS nº 5.068, de 5 de outubro de 2026, publicada no Diário Oficial da União da última sexta-feira (9). A medida amplia a capacidade da rede pública estadual de oferecer procedimentos de alta complexidade e representa um avanço na assistência a pacientes com doenças hepáticas graves.
Vinculado à Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi), o HGV foi autorizado a realizar transplante hepático. A portaria também habilita a equipe especializada responsável pelo procedimento e estabelece validade de quatro anos para a autorização.
A aprovação é resultado de um processo de avaliação técnica que envolveu visitas de representantes do Ministério da Saúde para verificar as condições necessárias à implantação do serviço. Em 25 de agosto, o hospital recebeu uma equipe técnica coordenada pela especialista Ilka Boin, com participação de representantes do Hospital Universitário Walter Cantídio, do Ceará. Na ocasião, foram avaliadas a estrutura física, a organização dos serviços, os protocolos assistenciais e a preparação dos profissionais envolvidos no projeto.
O processo de habilitação contou com a participação da Sesapi, da Central Estadual de Transplantes e das equipes do HGV, que trabalharam na organização das condições necessárias para a realização dos procedimentos.
Com a publicação da portaria, o hospital passa a ter autorização federal para realizar transplantes hepáticos. A efetiva realização das cirurgias dependerá da organização operacional do serviço e do cumprimento dos protocolos assistenciais aplicáveis.
“Vivemos um marco na saúde pública do Piauí e no maior hospital público do estado”, afirma o secretário da Saúde, Dirceu Campêlo.
A habilitação abre caminho para ampliar o acesso dos pacientes piauienses ao transplante de fígado na rede pública estadual, com a possibilidade de reduzir a necessidade de deslocamento para outros estados em busca desse tipo de tratamento.
Publicado por:
Camylla Sousa
Camylla Sousa é jornalista formada pela Universidade Estadual do Piauí (UESPI), com experiência em produção de conteúdo jornalístico, telejornalismo, jornalismo digital, redes sociais, fotografia e assessoria de comunicação.
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