O Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários do Piauí (Sintetro) defende uma pauta de reivindicações que inclui reajuste salarial de 12%, atualização do tíquete-alimentação para R$ 950 e auxílio-saúde de R$ 170. Além das questões salariais, a categoria também cobra melhorias estruturais no sistema de transporte coletivo de Teresina, como a renovação da frota de ônibus e o aumento do número de veículos em circulação.

Segundo o presidente do sindicato, Antônio Cardoso, os ônibus mais recentes da capital são do ano de 2018, situação que, de acordo com ele, compromete a segurança e a qualidade do serviço prestado à população. “A gente quer melhoria para os passageiros e não só para a categoria”, declarou.

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Diante da paralisação, a Prefeitura de Teresina anunciou medidas para tentar manter a circulação do transporte público. O prefeito Sílvio Mendes afirmou que poderão ser aplicadas punições e multas aos trabalhadores que aderirem ao movimento. A gestão municipal também informou que pretende utilizar veículos alternativos para minimizar os impactos da greve, com repasses financeiros semelhantes aos destinados atualmente às empresas de ônibus.

A administração municipal informou ainda que os subsídios ao sistema de transporte passam por reavaliação técnica e financeira. O valor dos repasses gira em torno de R$ 6 milhões.

No fim da tarde, o Tribunal Regional do Trabalho da 22ª Região (TRT-22) determinou, por meio de liminar, que o sistema opere com 100% da frota nos horários de pico e 80% nos demais períodos durante a greve. A decisão foi tomada após pedido da Prefeitura, sob o argumento de que o transporte coletivo é um serviço essencial.

O movimento grevista ocorre em meio a críticas recorrentes ao transporte público da capital, envolvendo superlotação, redução de linhas, demora nos trajetos e condições da frota. Enquanto o sindicato afirma que a paralisação busca melhorias para trabalhadores e passageiros, a Prefeitura sustenta que tenta evitar prejuízos maiores à população.