O cenário político do Piauí voltou a esquentar nas últimas 24 horas após declarações do deputado estadual João Mádison (MDB), que levantou a possibilidade de uma eventual candidatura de Wellington Dias ao Governo do Estado em 2030. A fala repercutiu nos bastidores e abriu espaço para especulações sobre um possível racha interno dentro do PT.

A Coluna do Querido Piauí teve acesso exclusivo a fontes próximas tanto do governador Rafael Fonteles quanto do ex-governador e atual ministro Wellington Dias. Segundo as apurações, as interpretações sobre divisão interna “não passam de especulação” e estariam sendo alimentadas por narrativas isoladas dentro do próprio ambiente político.

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Renovação x experiência dentro do PT

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o debate envolve dois perfis fortes dentro do partido:

De um lado, Wellington Dias, que governou o Piauí por quatro mandatos e mantém influência consolidada na política estadual e nacional.

De outro, Rafael Fonteles, visto como a renovação do PT no estado, com discurso técnico e foco em gestão.

Apesar da leitura externa sobre possível disputa futura, aliados garantem que não há qualquer movimento concreto visando 2030 neste momento.

“Vamos deixar de fuxico”, dispara Rafael

Na manhã desta sexta-feira, Rafael Fonteles publicou um vídeo em suas redes sociais onde, sem citar nomes diretamente, alfinetou adversários e comentou sobre as especulações:

> “Vamos deixar de fuxico.”

A declaração foi interpretada como um recado direto à oposição e também aos que estariam ampliando rumores sobre divisão interna.

Oposição reage

Quem também aproveitou o momento foi o presidente estadual do Progressistas, Joel Rodrigues, que divulgou vídeo comentando o assunto. Em tom informal, afirmou que seu grupo político seria “o time que entrega” e não “o time que faz fofoca”, em clara referência ao debate instalado nos últimos dias.

Eleições e disputa real nos bastidores

Enquanto as discussões sobre 2030 movimentam as redes e os bastidores, o foco imediato está nas próximas eleições estaduais. A expectativa é de que Rafael Fonteles caminhe para a reeleição com ampla vantagem, segundo avaliações de aliados governistas.

A disputa considerada mais acirrada, no entanto, está concentrada nas vagas para o Senado e na Assembleia Legislativa. O número de pré-candidatos cresce diariamente, enquanto deputados estaduais buscam consolidar bases para garantir a permanência no parlamento.

Nos corredores da política piauiense, a leitura predominante é de que o debate sobre 2030 ainda é precoce — mas serve como termômetro da força e das movimentações internas dos grupos que comandam o estado.