O Piauí está entre os estados que registram baixos índices de umidade do ar neste sábado (15). Alertas emitidos pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indicam que a umidade relativa pode chegar a apenas 12% em algumas áreas.

Diante do tempo seco e das altas temperaturas, pessoas que mantêm uma rotina de corrida precisam redobrar a atenção. A combinação de calor intenso, esforço físico e perda de líquidos pode aumentar o desgaste do organismo, especialmente entre pessoas com fatores de risco cardiovasculares.

Segundo o cardiologista Alcino de Sá, a baixa umidade, isoladamente, não representa o principal problema para quem pratica atividade física. A preocupação aumenta quando o ar seco está associado às altas temperaturas, situação que favorece uma maior perda de líquidos por meio do suor e da respiração.

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O tempo seco aumenta o risco durante a corrida?

De acordo com o especialista, o tempo seco, por si só, não impede a prática de exercícios. Entretanto, quando a baixa umidade ocorre junto com temperaturas elevadas, o organismo pode ter mais dificuldade para controlar a temperatura corporal e manter uma hidratação adequada.

A desidratação pode provocar sintomas como cansaço acima do habitual, dor de cabeça, tontura, queda da pressão arterial e palpitações. Em situações mais severas, o corredor pode apresentar desmaio e exaustão pelo calor.

Correr no calor pode causar infarto ou AVC?

A prática de corrida em um dia quente ou seco não provoca diretamente um infarto ou um acidente vascular cerebral (AVC). No entanto, o esforço físico intenso associado ao calor, à desidratação e à exposição prolongada ao sol pode representar um risco maior para pessoas que já possuem doenças cardiovasculares ou fatores de risco não controlados.

O cardiologista explica que a possibilidade de problemas cardiovasculares está mais relacionada à combinação dessas condições e ao estado de saúde de cada indivíduo.

As tonturas e os desmaios, por exemplo, costumam estar mais associados à desidratação e à queda da pressão. Já as alterações do ritmo cardíaco podem ocorrer em razão do estresse provocado pelo exercício e das mudanças no equilíbrio de líquidos e sais minerais do organismo.

Quais sinais indicam que é hora de parar?

Durante a corrida, alguns sintomas devem ser encarados como sinais de alerta. Cansaço fora do normal, dor de cabeça, tontura, palpitações e sensação de queda da pressão são alguns deles.

Em casos mais graves, podem ocorrer desmaio e exaustão pelo calor. Ao perceber esses sinais, o ideal é interromper ou reduzir o exercício e procurar um ambiente mais fresco, além de avaliar a necessidade de atendimento médico conforme a intensidade dos sintomas.

Qual é o melhor horário para correr em dias quentes?

Em períodos de temperaturas elevadas, a recomendação é priorizar horários em que o ambiente esteja mais fresco. Normalmente, isso significa optar pelo início da manhã ou pelo final da tarde, evitando os períodos de maior calor.

O cardiologista também destaca que não há evidências de que praticar atividade física pela manhã, por si só, aumente o risco de morte cardiovascular. Pelo contrário, estudos apontam benefícios associados à prática regular de exercícios.

Como correr com segurança durante o calor e o tempo seco?

Para reduzir os riscos, é importante adaptar a intensidade e a duração do treino às condições climáticas e à resposta do próprio organismo.

Entre os principais cuidados estão:

Manter uma boa hidratação ao longo do dia, e não somente durante a corrida;

Utilizar roupas leves e que facilitem a ventilação do corpo;

Evitar treinos muito intensos durante períodos de calor extremo;

Preferir locais com sombra sempre que possível;

Escolher horários com temperaturas mais amenas;

Reduzir o ritmo ou interromper a atividade caso apareçam sintomas como tontura, fraqueza ou palpitações.

A atividade física continua sendo importante para a saúde, mas a intensidade do exercício deve ser adaptada às condições do ambiente e ao estado de saúde de cada pessoa. Em dias de calor intenso e umidade muito baixa, respeitar os sinais do corpo é fundamental para praticar exercícios com mais segurança.

FONTE/CRÉDITOS: Portal o dia de comunicação