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O PSDB confirmou que pretende disputar as eleições de 2026 no Piauí com candidatura própria ao Governo do Estado e ao Senado, descartando qualquer possibilidade de aliança com os partidos Progressistas (PP) e União Brasil. A posição foi reafirmada pelo presidente estadual da legenda, Jorge Lopes, que defendeu a independência do partido e afirmou que a estratégia para o pleito será conduzida de forma autônoma.
Segundo o dirigente, a federação PSDB/Cidadania pretende consolidar um projeto político próprio, mantendo diálogo apenas com partidos que não façam parte do bloco liderado pelo Progressistas. A definição ocorre às vésperas das convenções partidárias, período em que as siglas oficializam candidaturas e alianças para a disputa eleitoral.
Jorge Lopes ressaltou que o partido possui autonomia para definir seus rumos políticos e garantiu que o PSDB apresentará candidatos tanto ao Palácio de Karnak quanto ao Senado Federal. De acordo com ele, a legenda busca fortalecer sua participação no cenário político estadual com uma chapa competitiva.
O presidente estadual também informou que as chapas proporcionais já estão estruturadas. Conforme declarou, o partido já possui nomes definidos para disputar vagas na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa do Piauí, além de defender o resgate do legado de lideranças históricas do PSDB no estado, como Wall Ferraz, Firmino Filho, Freitas Neto, Sílvio Mendes e Chico Gerardo.
Ao comentar uma eventual aproximação com o PP e o União Brasil, Jorge Lopes foi enfático ao negar qualquer possibilidade de composição. Segundo ele, o PSDB pretende manter sua independência política e considera fundamental que os partidos sejam respeitados dentro do sistema multipartidário brasileiro.
Outro ponto destacado pelo dirigente foi a articulação para a formação de uma terceira via nas eleições piauienses. Ele revelou que manteve conversas com Toni Rodrigues, ex-pré-candidato ao Governo pelo PL, antes da desistência de sua candidatura. O objetivo, segundo explicou, era reunir forças políticas de oposição capazes de ampliar o debate eleitoral no estado.
Além das tratativas com Toni Rodrigues, Jorge Lopes afirmou que o PSDB também mantém diálogo com outras legendas oposicionistas, entre elas a Democracia Cristã e o Partido Novo. A intenção é construir uma alternativa política que possa disputar espaço no primeiro turno das eleições.
O presidente tucano ainda criticou a ideia de concentrar toda a oposição em torno de um único candidato desde o início da campanha. Na avaliação dele, essa estratégia não representa a diversidade do cenário político e desconsidera o papel dos demais partidos. Jorge Lopes também voltou a questionar pesquisas eleitorais divulgadas no estado, afirmando que a legenda já apresentou questionamentos sobre levantamentos ao Ministério Público Federal.
Com o posicionamento, o PSDB reforça a intenção de participar das eleições de 2026 com protagonismo próprio, mantendo independência nas articulações e defendendo um projeto político alternativo para o Governo do Piauí.
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