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O Piauí começou outubro em estado de alerta para a ocorrência de incêndio e queimadas devido à combinação das altas temperaturas com a baixa umidade e o vento. Só nas últimas 48 horas, ou seja, entre a terça (06) e esta quinta-feira (08), o Estado registrou 171 focos de incêndio tanto em vegetação quanto em áreas residenciais. É como se a cada hora, ao menos três focos fossem detectados.
O dado consta no boletim do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Da terça (06) para a quarta-feira (07), o Inpe identificou 134 focos de incêndio no Piauí. E da quarta (07) para esta quinta-feira (08), foram mais 34 focos, totalizando os 171 registrados nos últimos dois das.
Os números colocam o Piauí como o sexto estado brasileiro com os maiores índices de queimadas neste início de outubro. Todos os demais estados líderes em ocorrências de fogo são das regiões Norte e Nordeste. São eles: Pará (491), Maranhão (296), Bahia (263), Acre (260) e Tocantins (166).
Quando se observa a situação das últimas 24 horas, o Piauí é o primeiro do Brasil em quantidade de focos de fogo, respondendo por 21,9% do total detectado no país inteiro. Estes 34 pontos de queimada identificados no último dia estão distribuídos em 12 cidades, segundo o Inpe. São elas: Assunção do Piauí (nove focos), São Miguel do Tapuio (cinco focos), Alagoinha do Piauí e Santa Cruz do Milagres (quatro focos cada), Cocal dos Alves (três focos), Batalha, Caxingó, Inhuma, Nazária e Piracuruca (dois focos cada), e Esperantina e São Pedro do Piauí (um foco cada).

Assunção do Piauí é o município com a maior quantidade de focos de queimada do Brasil. Também entram neste ranking as cidades piauienses de Alagoinha, Santa Cruz dos Milagres, Cocal dos Alves, Batalha e Caxingó.
Teresina registrou ao menos quatro incêndios de grandes proporções nos últimos três dias
Se no interior, boa parte dos incêndios estão localizados em áreas mais afastadas das aglomerações urbanas, em Teresina, o fogo vem ameaçando áreas residenciais. Da última terça (06) até esta quinta-feira (08), a capital teve pelo menos três incêndios de grandes proporções próximos a áreas de habitação.
O primeiro se deu na terça, no terreno da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), zona Norte, onde o fogo consumiu plantas nativas e matou animais em uma área de mais de 10 hectares. A suspeita é de que o incêndio tenha tido causa humana, através da queima de lixo jogado por moradores para dentro do terreno da empresa.

No dia seguinte, foi a vez de moradores do bairro Bela Vista e do Conjunto Santa Rita, na Zona Sul, sofrerem com a fumaça do incêndio em uma área de vegetação próxima às casas e aos apartamentos. O fogo foi controlado com dificuldade pelo Corpo de Bombeiros.
E na noite desta quarta (07), moradores do Aldebaran Leste foram pegos de surpresa com as chamas altas e a coluna de fumaça em um terreno próximo ao condomínio. O fogo não chegou a causar danos materiais, mas foi controlado com dificuldade pelos Bombeiros e deixou um rastro de destruição nos arredores das residências.

Uso de fogo estava proibido no Piauí
Para evitar queimadas, a Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) baixou portaria proibindo o uso de fogo no Piauí em 12 municípios do Sul do Estado, mas a validade do documento expirou no último dia 30 de setembro. A medida vala para as cidades localizadas nos Tabuleiros do Alto Parnaíba, podendo ser prorrogada a depender das condições ambientas e meteorológicas.
Publicado por:
Camylla Sousa
Camylla Sousa é jornalista formada pela Universidade Estadual do Piauí (UESPI), com experiência em produção de conteúdo jornalístico, telejornalismo, jornalismo digital, redes sociais, fotografia e assessoria de comunicação.
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