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Que 2026 tem sido um ano mais quente não é mais nenhuma novidade, especialmente nos meses do B-R-O-Bró. Mas esse aumento do calor também contribui para elevar um índice preocupante: o de incêndios tanto em áreas de vegetação quanto em áreas residenciais. O balanço apresentado nesta terça-feira (13) aponta que o Corpo de Bombeiros atendeu em média uma ocorrência de incêndio por hora no Piauí em 2026. 

Corpo de Bombeiros atendeu em média uma ocorrência de incêndio por hora no Piauí em 2026
Corpo de Bombeiros atendeu em média uma ocorrência de incêndio por hora no Piauí em 2026

Foram 5.995 registros entre 01 de janeiro e 09 de outubro. O número equivale a aproximadamente 647 ocorrências por mês, 149 por semana e 21 ocorrências por dia. Os dados fazem parte de um levantamento comparativo elaborado pelo Comando Operacional do Corpo de Bombeiros, com base nos registros da corporação, ocorrência que foram atendidas ou registradas pelo CBMEPI, e não necessariamente o total de focos de incêndio existentes no estado.

Os números mostram que os incêndios em vegetação foram 2,9 vezes mais frequentes que os urbanos no período de janeiro a outubro. Em média foram 15,74 ocorrências diárias de incêndios em vegetação contra 5,51 registros de incêndio urbanos. A distribuição mensal revela uma mudança no perfil das ocorrências ao longo do ano.

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Segundo o Corpo de Bombeiros, entre janeiro e maio, os incêndios urbanos foram predominantes. A partir de junho, porém, os registros de incêndio em vegetação aumentaram expressivamente, superando os casos urbanos e mantendo uma tendência de crescimento nos meses seguintes.

Salto de mais de 40% nas ocorrências com o início do B-R-O-Bró

Setembro concentrou o maior volume de ocorrências. No mês passado, foram registrados 1.590 incêndios em vegetação e 254 incêndios urbanos, totalizando 1.844 ocorrências. Para efeito de comparação, em agosto inteiro, foram 1.309 casos, o que significa que de um mês para o outro o aumento nos incêndios foi de 40,87% no Piauí.

Só nos primeiros dias de outubro, o levantamento contabilizou 633 ocorrências de incêndio em vegetação e 78 incêndios urbanos. Considerado o mês de pico do B-R-O-Bró, outubro vem reforçando a permanência do elevado volume de atendimentos relacionados ao fogo em áreas de vegetação, segundo o Corpo de Bombeiros.

Corpo de Bombeiros atendeu em média uma ocorrência de incêndio por hora no Piauí em 2026 - (Nathalia Amaral/O Dia)Nathalia Amaral/O DiaCorpo de Bombeiros atendeu em média uma ocorrência de incêndio por hora no Piauí em 2026

Teresina concentra as maiores ocorrências

A capital lidera o número de ocorrências de incêndio urbanas e em vegetação. De acordo com a distribuição municipal do relatório, Teresina concentra 63,37% dos registros urbanos e 47,11% dos incêndios em vegetação. No interior, entre os meses de maio a outubro, Picos representou 9% dos registros dos incêndios em área de mata seguido por Floriano, com 7,84%, e Parnaíba, com 6,36%.

Quanto os ocais onde estes incêndios acontecem, entre os urbanos, as residências representam 32,19% dos registros. Em seguida estão as vias urbanas, com 22,20%, e os terrenos baldios, com 8,21%.

População deve evitar queimadas

O Corpo de Bombeiros orienta a população que contribua com a prevenção para reduzir os riscos e a propagação do fogo, em especial neste momento crítico de altas temperaturas e baixa umidade no Piauí. A principal recomendação é evitar queimadas e quaisquer práticas que provoquem incêndios.

Na semana passada, a Semarh (Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos) proibiu temporariamente o uso do fogo em imóveis rurais em todo o Piauí até 30 de outubro. A medida também suspende as autorizações para queimadas controladas que já haviam sido concedidas pelo órgão.

A determinação foi adotada diante do agravamento das condições climáticas e ambientais registradas no Piauí, com estiagem severa, baixa umidade, temperaturas elevadas e maior quantidade de vegetação seca.

FONTE/CRÉDITOS: Portal O Dia