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O Banco do Nordeste ingressou com ações judiciais para cobrar dívidas de empresas ligadas aos empresários Haran Santhiago e Danillo Coelho, proprietários de postos de combustíveis da Rede HD no Piauí. Os processos tratam de inadimplência em contratos de crédito bancário firmados junto à instituição financeira, com garantias de alienação fiduciária de bens móveis.
Segundo as ações, as empresas deixaram de cumprir o pagamento das parcelas acordadas, levando o banco a recorrer à Justiça para recuperar os valores devidos. A instituição afirma ainda que tentou resolver os débitos de forma amigável, mas sem sucesso.
Um dos casos envolve a empresa HD Petróleo Uruguai LTDA, conhecida como Posto HD 9. Conforme o processo, foi firmado um contrato de cédula de crédito bancário no valor de R$ 283.333,34, tendo como garantia um bem móvel alienado fiduciariamente ao banco. Com o descumprimento do acordo, o Banco do Nordeste pediu judicialmente a penhora do bem e a citação dos empresários para pagamento da dívida em até três dias.
Outra ação foi ajuizada contra a empresa HD Petróleo Usina LTDA, também pertencente a Haran Santhiago e Danillo Coelho. O banco cobra uma dívida atualizada de R$ 177.460,48, referente a um contrato firmado em dezembro de 2022 no valor original de R$ 283.333,33, com vencimento final previsto para julho de 2029.
De acordo com os autos, a empresa deixou de cumprir as obrigações previstas no contrato, o que motivou o pedido de penhora do bem oferecido como garantia da operação financeira.
Já a empresa HD Petróleo Buenos Aires LTDA, identificada como Posto HD 06, também é alvo de execução judicial por inadimplência. A operação de crédito firmada junto ao Banco do Nordeste tinha valor inicial de R$ 141.033,79, com vencimento final previsto para dezembro de 2034.
No entanto, segundo a instituição financeira, os pagamentos estão em atraso desde janeiro deste ano, gerando uma dívida atualizada de R$ 112.343,48. O banco afirma que o contrato também possui garantia de alienação fiduciária de bem móvel.
Outra empresa citada nos processos é a Pima Energia Cegonha LTDA, conhecida como Posto Pima 7. A dívida cobrada judicialmente chega a R$ 110.242,85 e teria origem em uma operação de crédito realizada em março de 2020, no valor de R$ 296.072,10.
O contrato possui vencimento final previsto para março de 2028, mas o banco relata que a empresa está inadimplente desde novembro de 2025. Diante da falta de acordo extrajudicial, a instituição também solicitou a penhora do bem oferecido como garantia.
Os empresários ligados às empresas cobradas judicialmente também ganharam notoriedade após serem alvos da Operação Carbono Oculto 86, deflagrada em novembro de 2025 pela Polícia Civil do Piauí, em conjunto com o Gaeco e o Imepi.
A operação investiga crimes de lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e associação criminosa envolvendo empresas supostamente ligadas ao PCC. Segundo as investigações, o grupo utilizava empresas de fachada, fundos de investimento e fintechs para movimentar recursos ilícitos.
Conforme os órgãos de investigação, o esquema atuava como um suposto “braço financeiro” da facção criminosa no estado do Piauí.
Publicado por:
Kleyson moura
Kleyson Moura é diretor de redação do portal Querido Piauí, especializado em notícias regionais do Piauí, com foco em Teresina, Picos e Floriano. Possui formação em gestão de recursos humanos, negócios imobiliários, estratégia de vendas e jornalismo...
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