O candidato ao Senado pelo Piauí Antônio Barros, do partido Novo, defendeu, em entrevista ao jornal O Dia, o fim das emendas parlamentares. Segundo ele, o atual modelo desvirtua as atribuições do Poder Legislativo, estimula práticas de clientelismo e pode gerar desequilíbrio na disputa eleitoral.

Médico e economista, Barros argumenta que parlamentares podem contribuir tecnicamente para indicar onde os recursos públicos devem ser aplicados, mas não deveriam assumir a gestão direta dessas verbas.

Para o candidato, a principal função de deputados e senadores deveria estar relacionada à atuação legislativa e à fiscalização da execução orçamentária.

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Barros também criticou o que considera uso político das emendas. Na avaliação apresentada durante a entrevista, a destinação dos recursos pode, em determinadas situações, priorizar municípios onde o parlamentar possui maior apoio eleitoral, em vez de seguir exclusivamente critérios técnicos e as principais necessidades da população.

O candidato também relacionou o sistema de emendas ao chamado presidencialismo de coalizão, modelo político no qual a construção de apoio entre Executivo e Legislativo pode envolver a negociação de recursos e espaços de poder. Ele classificou esse mecanismo como prejudicial ao funcionamento das instituições.

Na visão de Barros, o senador deveria acompanhar a aplicação dos recursos públicos e verificar se os valores destinados pelo orçamento chegam efetivamente ao objetivo previsto.

Recursos para áreas estratégicas

Além de defender mudanças no modelo de distribuição das emendas, Antônio Barros afirmou que a eventual extinção desse mecanismo poderia abrir espaço para ampliar investimentos em áreas consideradas estratégicas, como a educação.

Durante a entrevista, ele citou como exemplo a possibilidade de utilização desses recursos para melhorar a remuneração dos professores, mencionando um piso salarial de R$ 10 mil e referências a modelos adotados em outros países.

Críticas à atual composição do Senado

Ao abordar a disputa por uma vaga no Senado em 2026, Barros também defendeu a entrada de novos perfis na política. O candidato criticou a diferença de estrutura financeira entre os concorrentes e afirmou que sua formação técnica e sua trajetória profissional podem contribuir para uma atuação independente no Congresso.

Segundo ele, muitos dos nomes considerados competitivos para o Senado possuem décadas de experiência em cargos públicos eletivos. Barros argumenta que esse longo período de permanência na política pode aproximar os agentes públicos de interesses econômicos e políticos.

O candidato afirmou ainda que sua entrada na vida pública está relacionada à experiência acumulada nas áreas de saúde, gestão e trabalho voluntário, que pretende levar para sua atuação no Legislativo.

FONTE/CRÉDITOS: Portal o dia de comunicação