Foto reprodução divulgação
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O exame prático para a obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) está passando por mudanças importantes em diferentes estados do Brasil. Entre as principais alterações está a retirada da exigência da baliza em espaço delimitado e, em alguns casos, também do teste de ladeira. As modificações têm como base a Resolução nº 1.020/2025 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), publicada em dezembro, que estabelece a reformulação e a futura padronização dos exames por meio do Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular.

Enquanto o novo manual nacional ainda não entrou oficialmente em vigor, os Departamentos Estaduais de Trânsito (Detrans) seguem com autonomia para definir os procedimentos adotados em seus estados. Nesse período de transição, algumas unidades da federação já confirmaram a implementação do novo modelo, que concentra a avaliação no desempenho do candidato durante o percurso urbano e no respeito às normas de trânsito.

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No Amazonas, o Detran retirou tanto a baliza quanto o teste de ladeira, avaliando o candidato exclusivamente durante o trajeto, incluindo manobras de estacionamento em via pública. Em São Paulo, além do fim da baliza tradicional, passou a ser permitida a realização da prova em veículos com câmbio automático, com foco em critérios como controle do veículo, atenção à sinalização e condução segura.

O Espírito Santo também eliminou as etapas de baliza e ladeira, mantendo apenas a avaliação em percurso urbano. Já em Mato Grosso do Sul, a prova prática deixou de incluir a manobra de baliza em espaço demarcado, sendo realizada integralmente em trajeto urbano. Em Santa Catarina, além da flexibilização quanto ao tipo de veículo utilizado, a análise do desempenho do candidato prioriza a condução ao longo do percurso.

Mesmo com o fim da baliza em área delimitada, os candidatos continuam obrigados a demonstrar habilidade para estacionar corretamente junto ao meio-fio durante o exame. A proposta das mudanças é tornar o processo mais simples, reduzir reprovações por manobras consideradas pouco representativas da condução diária e aproximar a avaliação das situações reais do trânsito, sem abrir mão da segurança e do cumprimento das regras.