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A mobilização tem como objetivo conscientizar a população sobre os riscos do aliciamento, denunciar práticas ilegais e reforçar que trabalho escravo é crime. A ação também busca alertar trabalhadores sobre promessas enganosas de emprego, muitas vezes usadas para atrair vítimas para situações degradantes.
Números alarmantes no Piauí
Dados dos órgãos de fiscalização apontam que, nos últimos cinco anos, mais de 500 pessoas foram resgatadas de situações análogas à escravidão no Piauí. As vítimas foram encontradas em condições consideradas degradantes, com jornadas exaustivas, ausência de direitos trabalhistas, restrição de liberdade e falta de condições mínimas de dignidade.
As ocorrências envolvem, principalmente, trabalhadores em áreas rurais e atividades informais, mas também há registros em centros urbanos.
Conscientização e prevenção
Durante o ato na Praça Rio Branco, representantes do Ministério Público e de instituições parceiras irão reforçar orientações importantes para a população, como:
Não aceitar promessas de ganhos fáceis ou salários fora da realidade
Desconfiar de ofertas que exigem deslocamento sem contrato formal
Evitar aceitar passagens, hospedagem ou alimentação como forma de pagamento antecipado
Essas estratégias são comumente utilizadas por aliciadores para explorar trabalhadores em situação de vulnerabilidade.
Denunciar é fundamental
As autoridades reforçam que denunciar é um passo essencial para o combate ao trabalho escravo. Casos suspeitos podem ser comunicados aos órgãos competentes de forma anônima, garantindo a proteção do denunciante e contribuindo para salvar vidas.
O ato desta quarta-feira simboliza a união das instituições e da sociedade no enfrentamento a uma prática que ainda persiste e que viola direitos humanos fundamentais.
Publicado por:
Querido Piauí
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