O deputado estadual Fábio Novo falou publicamente pela primeira vez sobre o que classificou como uma campanha de perseguição política nas redes sociais. Na noite desta sexta-feira, o parlamentar revelou ter reunido provas de mensagens, áudios e piadas que circulavam em grupos de WhatsApp ligados a setores da direita no estado do Piauí.

Segundo o deputado, os conteúdos incluíam chacotas relacionadas à sua orientação sexual, além de ataques políticos e informações que ele considera falsas ou distorcidas. Parte do material teria sido compartilhada em grupos que envolvem militantes políticos e também em páginas e portais com atuação no debate público local.

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Fábio Novo afirmou que tomou conhecimento das mensagens após receber prints e gravações enviados por pessoas que participavam dos grupos. O parlamentar disse que, ao verificar o conteúdo, identificou números de telefone e usuários responsáveis por divulgar as mensagens ofensivas.

De acordo com ele, algumas das publicações teriam sido compartilhadas em ambientes digitais relacionados a portais de conteúdo político e também em grupos conhecidos como “Centrão do Bem”. O deputado afirma que as mensagens tinham teor de deboche e tentavam atingir sua imagem pública.

Após reunir o material, Fábio Novo informou que se reuniu com sua equipe jurídica para analisar as medidas cabíveis. Os advogados do parlamentar estariam preparando uma ação judicial que deve ser protocolada na próxima semana.

A ação deverá incluir acusações relacionadas à disseminação de fake news, ataques à honra e possível prática de crimes digitais. Segundo o deputado, o objetivo do processo é responsabilizar os autores das mensagens e impedir que conteúdos semelhantes continuem circulando nas redes.

“Quando a crítica política passa a ser ataque pessoal e preconceito, é preciso reagir dentro da lei”, afirmou o parlamentar ao comentar o caso.

O episódio reacende o debate sobre o uso das redes sociais e aplicativos de mensagens em disputas políticas, especialmente em períodos de maior tensão no cenário eleitoral. Especialistas apontam que a circulação de conteúdos sem verificação pode contribuir para a propagação de desinformação e ataques pessoais.

Até o momento, os responsáveis pelos grupos mencionados pelo deputado não se manifestaram publicamente sobre as acusações.

A expectativa é que o caso avance na Justiça nos próximos dias, após o protocolo da ação. O episódio também pode gerar novos desdobramentos no debate político do estado, sobretudo diante da crescente polarização no ambiente digital.

O portal querido do Piauí segue apurando o caso como exclusividade novas atualizações a qualquer momento.